Dourados-MS,
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A droga foi encontrada em um compartimento falso do caminhão. (Foto: Divulgação)

Outras Cidades

Policiais militares de Fátima do Sul apreenderam no final da tarde desta terça-feira 537 quilos e 200 gramas de cocaína a droga estava sendo transportada em um caminhão de ração animal e três pessoas foram presas.

Os policiais localizaram no caminhão um compartimento falso onde a droga estava escondida. Para a retirada dos tabletes com entorpecente foi necessária a utilização de equipamentos para corte do Corpo de Bombeiros.

Esta foi a segunda grande apreensão de cocaína em menos de três dias no Mato Grosso do Sul. No domingo a Polícia Federal apreendeu uma tonelada da droga em um deposito em Três Lagoas, totalizando mais de uma tonelada e meia de da droga tirada de circulação nas últimas horas.

 

MS em Foco

Duas viaturas estão na Fiems desde hoje de manhã

Campo Grande

Duas equipes da Polícia Federal cumprem dois mandados de busca e apreensão em Campo Grande,  na sede da Fiems, localizado na Avenida Afonso Pena, na manhã desta terça-feira (19). As buscas estão sendo executadas após investigações apontarem que um grupo de empresas está sob o controle de uma família desde 2002, executando contratos firmados por meio de convênios com o Ministério do Turismo e entidades paraestatais do intitulado sistema “S”.  

Com isso, a Operação Fantoche foi desencadeada e os policiais estão nas ruas desde hoje cedo, em sete Estados, incluindo a Capital de Mato Grosso do Sul. Segundo a Polícia Federal, com a colaboração do Tribunal de Contas da União, a forma que a empresa atuava é sempre igual aos outros crimes contra a administração pública, fraudes licitatórias, associação criminosa e lavagem de ativos.

Em resumo, consiste na utilização de entidades de direito privado sem fins lucrativos para justificar celebração de contratos e convênios diretos com o Ministério convenente e Unidades do Sistema S, contratos voltados à execução de eventos culturais e de publicidade superfaturados e com falta de execução parcial, sendo os recursos desviados depois em favor do núcleo empresarial por meio de empresas de fachada.  

A estimativa é que o grupo já tenha recebido mais de R$ 400 milhões, desses contratos. Ao todo, são 213 policiais federais e oito auditores do TCU,  cumprindo 40 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão temporária, nos estados de Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo, Paraíba, Distrito Federal, Alagoas e aqui no Estado.

As prisões e as buscas e apreensões, foram determinadas pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco, que ainda autorizou o sequestro e bloqueio de bens e valores dos investigados. 

Foto - Divulgação - SIG

Dourados

Thalis Eduardo Assis de Souza, 19, e um adolescente de 13 anos se apresentaram na segunda-feira (18/2) à Polícia Civil. Eles são acusados pela morte de Anderson Salustiano da Silva, 28, ocorrida na madrugada do dia 10 de fevereiro, na rua Cândido de Carvalho, no João Paulo II, em Dourados. 

A vítima foi esfaqueada e teve a faca cravada nas costas. No corpo dela havia ainda sinais de agressão.  

De acordo com o delegado do SIG (Setor de Investigações Gerais), Rodolfo Daltro, após o crime, relatos de testemunhas apontavam para uma rixa entre Thalis e Anderson. 

Durante as investigações, a polícia descobriu que o suspeito havia deixado a cidade e se mudado para uma propriedade rural em Maracaju e também que outra pessoa teria participado da ação. 

Em meio aos trabalhos de apuração do caso, acompanhados da defesa, ambos se apresentaram ao SIG.

Nos depoimentos, o menor assumiu o homicídio, enquanto o rapaz negou ter qualquer tipo de participação, alegando ainda não possuir problema com o rapaz assassinado. 

O adolescente contou que no dia do crime, ele caminhava com Thalis e percebeu a faca na mão de Anderson.

Em posse de uma pedra, atingiu a vítima, derrubando a arma branca da mão dele. 

Logo em seguida, pegou o objeto e o esfaqueou por três vezes, deixando-a cravada nas costas. 

O jovem acabou encaminhado à Delegacia do Menor, enquanto Thalis foi indiciado pelo homicídio. 

 

Dourados News

Foto - Divulgação

Outras Cidades

A Polícia Federal localizou neste domingo (17) em Três Lagoas um depósito de cocaína utilizado por traficantes de drogas e apreendeu 954 quilos de cocaína. É a maior apreensão desse tipo de entorpecente no ano.

Na operação, a PF também prendeu seis membros da organização criminosa e apreendeu quatro veículos utilizados para a entrega no entorpecente.

Além da grande quantidade de droga, acondicionada em tabletes, todos os presos foram conduzidos para a Delegacia da PF na cidade.

A operação se estendeu por todo o fim de semana, desde a sexta-feira (15), quando os policiais federais receberam informações anônimas sobre traficantes.

De posse das informações, equipe de policiais empreenderam diligências na região da BR-158, onde tiveram êxito em desmantelar organização criminosa dedicada ao comércio de cocaína.

A exitosa ação da PF consistiu na localização de um depósito, onde a organização armazenava o entorpecente, que era trazido de Campo Grande para ser levado até a cidade de São Paulo (SP), passando por Três Lagoas.

Ao entrar no depósito, que fica às margens da BR-158, confirmando o flagrante, os policiais federais prenderam seis acusados - dois motoristas autônomos, um comerciante e três auxiliares de serviços gerais de um dos presos - e encontraram os veículos usados pelo bando - três caminhões e um carro de passeio.

Todos os presos eram sul-mato-grossenses.

 

Coreio do Estado

Foto - Osvaldo Duarte

Dourados

Uma ação conjunta envolvendo policiais da Força Tática, do 3º Batalhão de Polícia Militar de Dourados, do Getan (Grupo Especializado Tático Motorizado) e da Defron ((Delegacia Especializada de Repreensão aos Crimes de Fronteira), fechou ´por volta das 17 horas de sábado (16), um ponto de distribuição de drogas, localizado na rua Alpes, no jardim Itália, periferia de Dourados.

Segundo informações do Boletim de Ocorrência, a ação começou após denúncia anônima, de que em uma casa localizada no jardim Itália, estavam algumas pessoas que seriam autores de assalto em Dourados e região.

Chegando no local, os policiais prenderam o casal, Bianca de Souza Silva, 21 anos e o esposo dela Enderton Henrique Alves Brufatto, 20 anos, vulgo Tom e apreenderam um revólver calibre 38; quatro papelotes de cocaína; três porções de maconha; 70 munições 9mm, três munições calibre 38 e a importância de R$ 370, em dinheiro.

Com a prisão de Enderton e Bianca, os policiais chegaram até a pessoa de Herverton do Nascimento Souza, 27 anos, vulgo Corumbá, que seria um olheiro e informante do casal, sobre a presença de consumidores e também da Polícia.

Os três foram encaminhados para a delegacia do 1º Distrito Policial de Dourados, onde foram autuados por posse de arma de uso restrito, posse de arma de uso permitido, tráfico de drogas e associação ao tráfico.

 

Dourados News

Foto - Osvaldo Duarte

Dourados

Duas pessoas morreram na manhã deste sábado (16) em Dourados após colidirem de moto. O acidente ocorreu na rua Monte Alegre, no cruzamento com a Rangel Torres, no Jardim Ouro Verde. 

Adilon da Silva Oliveira, 24, e Renato Souza Pereira, 37, pilotavam os veículos e são as vítimas fatais. 

O primeiro seguia numa Honda CG Titan, preta, sentido Jardim Canaã I, enquanto o segundo trafegava em direção ao Centro.

Após a colisão, o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) chegou a ser acionado, mas os motociclistas já estavam mortos. 

A polícia apura as causas do acidente. 

 

Dourados News

O Santos venceu o Guarani por 3 a 0 na noite desta segunda-feira, no Pacaembu, pela sétima rodada do Campeonato Paulista. Jean Mota fez dois e Rodrygo completou.

O Peixe dominou todo o jogo e, mesmo com 1 a 0 parcial no intervalo seguiu em cima do Bugre. Jean se isolou na artilharia do Paulistão, agora com sete gols. E o novo camisa 11 fechou o placar na estreia pelo Alvinegro na temporada depois do Sul-Americano Sub-20 com a seleção brasileira.

O Santos, líder geral do Estadual, voltará a campo no clássico diante do Palmeiras, sábado, na arena do rival. No mesmo dia, o Guarani receberá o São Caetano.

O JOGO

O Santos, como de costume, controlou o jogo desde os primeiros minutos e voltou a enfrentar uma boa defesa. O Guarani encurtou os espaços do Peixe assim como feito pelo Mirassol na última rodada.

O Peixe ficou com a bola, não sofreu na defesa e só foi perigoso na primeira metade da etapa inicial pelo alto. Gustavo Henrique teve duas boas chances e desperdiçou.

Quando o lado direito passou a ser mais acionado com Victor Ferraz e Derlis González saiu da área para buscar espaços, o Alvinegro cresceu. Aos 35, na primeira boa triangulação, a arbitragem marcou impedimento duvidoso de Sánchez. Dois minutos depois, veio o primeiro gol.

A jogada foi precisa. Tabela de Victor Ferraz com Cueva, passe para trás, chute cruzado de Sánchez e Jean Mota, artilheiro do Campeonato Paulista com seis gols, aproveitou na pequena área. 1 a 0 parcial.

VITÓRIA CONFIRMADA

O segundo tempo foi mais aberto. Em cinco minutos, três oportunidades foram criadas – duas para o Guarani, com Thiago Ribeiro e Viana, e uma do Santos, com Carlos Sánchez.

O Bugre se expôs e ofereceu espaço ao Peixe. Os donos da casa, porém, voltaram a mostrar falta de pontaria e não mataram o jogo.

O Alvinegro teve diversas oportunidades na bola parada e, em uma delas, quase marcou um golaço. Carlos Sánchez bateu escanteio para trás, Derlis fez o corta luz e Jean Mota bateu bonito, rente à trave, aos 22. Aos 28 e 29, Sánchez e Aguilar voltaram a assustar no jogo aéreo.

No minuto 33, o Santos teve mais um gol anulado. Em novo escanteio perigoso, Copete desviou e Derlis guardou. Paraguaio, porém, estava à frente. Na sequência, o Guarani sucumbiu. Jean Mota marcou o segundo dele em cobrança de falta direta para o gol e decretou a vitória.

Nos minutos finais, o Santos administrou o resultado e ainda deu tempo de fazer o terceiro. Aos 44, Derlis caiu na área e optou por cruzar ao invés de reclamar de pênalti. Rodrygo, sozinho, cabeceou para o fundo do gol. Vitória do líder geral do Campeonato Paulista.

Mesmo com Cueva, Jean Mota segue como principal destaque do Santos (Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

FICHA TÉCNICA
SANTOS 3 x 0 GUARANI

Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 18 de fevereiro de 2019, segunda-feira
Horário: 20 horas (Brasília)
Árbitro: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (SP)
Assistentes: Neuza Ines Back (SP) e Leandro Matos Feitosa (SP)
Público e renda: 14.708/R$ 399.272,00
Cartões amarelos: SANTOS: Alison. GUARANI: Victor Ramos e Carlinhos

GOLS
Santos: Jean Mota, aos 37 do 1T, e 35 do 2T, e Rodrygo, aos 44 do 2T.

 

SANTOS: Vanderlei, Victor Ferraz, Aguilar, Gustavo Henrique e Copete; Alison (Jean Lucas), Diego Pituca, Carlos Sánchez (Yuri) e Jean Mota; Cueva (Rodrygo) e Derlis González.
Técnico: Jorge Sampaoli

GUARANI: Giovanni, Léo Principe, Ferreira, Victor Ramos e William Matheus (Inácio); Deivid (Carlinhos) e Ricardinho; Lucas Crispim (Álvaro), Thiago Ribeiro e Jefferson Nem; Fernando Viana
Técnico: Osmar Loss

O Corinthians mostrou mais uma vez o seu poder nos confrontos contra rivais regionais na noite deste domingo, na Arena. Depois de vencer o Derby na casa palmeirense, o Timão foi um pouco superior ao seu adversário dentro dos seus domínios, o suficiente para fazer 2 a 1 frente ao rival que acabara de ser eliminado na Copa Libertadores da América. Os gols foram marcados por Manoel e Gustagol, com Pablo descontando.

Com o resultado, os alvinegros chegam à terceira vitória na competição, a segunda em um clássico (havia vencido o Palmeiras no Allianz Parque), completando agora dez pontos conquistados no torneio e assumindo a liderança do Grupo C, um ponto à frente da Ferroviária, vice-líder. Do outro lado, o Tricolor estaciona nos nove pontos e pode cair para a terceira posição caso o Oeste vença seu jogo na segunda-feira. O Ituano lidera o Grupo D, com dez.

Na próxima rodada, os comandados de Fábio Carille terão pela frente o Botafogo-SP, no domingo, dia 24, também às 19h (de Brasília), em Ribeirão Preto. Antes, porém, o time entra em campo pela segunda fase da Copa do Brasil, contra o Avenida-RS, na Arena. Do outro lado, Vagner Mancini e seu elenco encaram o Red Bull, no mesmo dia, mas às 17h (de Brasília), no estádio do Morumbi.

Corinthians avança meio metro

O primeiro tempo do clássico em Itaquera reuniu dois times com muita dificuldade de criar lances de perigo. Com uma sucessão de passes de lado e tentativas de lançamento partindo sempre dos zagueiros, Manoel de um lado e Arboleda do outro, o duelo ficou restrito a correria e confrontos pelo alto, exigindo bastante imposição física. A defesa, no entanto, foi praticamente soberana, em ambos os lados do campo.

Com um Hernanes apagado e um Hudson participativo, reflexo do que a partida apresentou, o Tricolor chegou a ameaçar nas vezes em que Pablo ganhou pelo alto dos adversários e conseguiu reter os lançamentos. Apesar de certo espaço, porém, nem ele, nem Everton nem Hernanes conseguiram finalizar a gol nas oportunidades que apareceram. A melhor foi com o ponta esquerda, travado em cima da hora por Fagner.

Do outro lado, o Timão viu Júnior Urso buscar bastante o jogo, mas a bola só sair com qualidade quando Fagner achava Gustagol ou Pedrinho em passes de até 30m. Ainda que a boa técnica do lateral da Seleção conseguisse dar o primeiro passo, o Alvinegro pouco conseguiu evoluir a partir dali, parando normalmente em lances travados. A bola parada, sempre pela direita, foi o grande trunfo, mais uma vez.

Quando o 0 a 0 parecia destinado a acontecer até o intervalo, Clayson buscou a bola meio metro para fora do campo em lançamento de Danilo Avelar. O bandeira ignorou o tiro de meta claro, a redonda sobrou para Pedrinho na entrada da área e o meia chutou bem, exigindo boa defesa de Tiago Volpi. Na cobrança, Sornoza mandou no primeiro poste e Manoel testou no canto, o bastante para a bola passar outro meio metro da linha, dessa vez gerando o gol corintiano.

São Paulo reage, mas Gustagol aparece

Preocupado com a desvantagem, o técnico Vagner Mancini ainda viu Everton sofrer lesão no intervalo e pedir alteração. Antony entrou no seu lugar e foi o responsável indireto por empatar as coisas, tanto na bola quanto no apito. Após cruzamento da esquerda, o garoto fez falta clara em Avelar, que estava na segunda trave. O juiz ignorou e deu escanteio, cobrado por Reinaldo e cabeceado por Pablo, sem chances para Cássio.

O gol fez bem ao Tricolor, que passou a rodar a bola no campo de ataque, diferentemente do primeiro tempo, e viu em Antony uma boa válvula de escape para equilibrar as ações e trabalhar com Igor Vinícius. Os dois bons lances que surgiram, no entanto, terminaram em cruzamentos muito fortes do lateral. O bom momento, porém, não durou o bastante para perdoar os erros. Carille respondeu com a entrada de Vagner Love e pouco depois obteve resultado.

Em boa jogada, Fagner roubou a bola de Pablo, tabelou com Pedrinho e criou espaço para cruzar. Vagner Love foi bem ao disputar com Tiago Volpi, que reclamou de falta, e a bola ficou pingando para Gustagol, de canela, anotar o segundo alvinegro. Os são-paulinos insistiram que houve infração no arqueiro, mas o lance foi limpo. Volpi ainda levou um cartão amarelo para parar de reclamar.

O São Paulo foi para cima na sequência, com Nenê entrando na vaga de Willian Farias, mas faltou um pouco mais de paciência para chegar ao empate. Carneiro foi bem em uma arrancada, mas a falta sofrida parou na barreira, na batida de Hernanes. Arboleda chegou a balançar a rede após escanteio, mas o juiz marcou toque de mão de Carneiro. O 2 a 1 permaneceu no placar e na história do Majestoso.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 2 X 1 SÃO PAULO

Local: Arena Corinthians, em São Paulo (SP)
Data: 17 de fevereiro de 2019, domingo
Horário: 19 horas (de Brasília)
Árbitro: Lucas Canetto Bellote
Assistentes: Emerson de Carvalho e Daniel Marques
Público: 42.303 pagantes / 42.580 torcedores
Renda: R$ 2.219.753,00
Cartão Amarelo: 
Pedrinho e Cássio (Corinthians); Igor Vinícius, Tiago Volpi e Hernanes (São Paulo)
Gols:
CORINTHIANS: Manoel, aos 42 minutos do 1º tempo, e Gustagol, aos 27 minutos do 2º tempo
SÃO PAULO: Pablo, aos 11 minutos do 2º tempo

 

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Manoel, Henrique e Danilo Avelar; Ralf e Júnior Urso (Richard); Pedrinho (Mateus Vital), Sornoza e Clayson (Vagner Love); Gustagol
Técnico: Fábio Carille

SÃO PAULO: Tiago Volpi; Igor Vinícius, Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo; Willian Farias (Nenê), Hudson e Hernanes; Gonzalo Carneiro, Pablo (Diego Souza) e Everton (Antony)
Técnico: Vagner Mancini (interino)

Foto: Luiz Alberto/Correio do Estado

Futebol

O Operário vai se recuperando da goleada sofrida para o Botafogo-PB pela Copa do Brasil no meio da semana. Neste domingo (17), o time alvinegro encarou o rival Novo no Morenão, pela sétima rodada do Estadual e venceu por 2 a 0. O jogo, contudo, foi de baixa qualidade e teve como destaque só as vaias e ofensas dos torcedores do Galo contra a própria equipe.

O resultado é suficiente para o Galo continuar respirando sem problemas na zona de classificação. Chega aos 12 pontos. 

Pior para o Novo. Somado ao empate do Operário de Dourados com o União ABC por 1 a 1, também nesta tarde, em Itaporã, o clube campo-grandense afunda. Segue sem vencer, agora amargando a lanterna da competição. O rival interiorano subiu na tabela, tem dois pontos agora.

A posição do Novo na tabela não é à toa. O time treinado pelo técnico Piá é extremamente frágil. Contra o seu mais tradicional adversário, a equipe até tentou criar, mas sua deficiência pesou.

Mesmo assim o gol do Galo veio em jogada duvidosa. Aos 29 minutos do primeiro tempo, Emerson Santos recebeu de frente para a meta em posição supostamente irregular e escorou para marcar. A dúvida foi tamanha que os jogadores operarianos hesitaram em comemorar.

Na etapa final, a dinâmica se manteve. Mas a qualidade do jogo caiu com o Operário do técnico Arílson também apresentando uma efetividade pouco produtiva no ataque. Pior para os 387 torcedores presentes (renda de R$ 3.190), que tiveram de fazer força para se empolgar com a falta de oportunidades e jogadas com qualquer tipo de efeito que fosse.

O momento de mais impacto ficou com a pequena torcida alvinegra. Irritada com a pouca produtividade do time e a substituição do autor do gol, vaiou em coro Arílson sob os tradicionais gritos de burro. Se a recuperação no Estadual acontece, as feridas pela sapatada tomada na Copa do Brasil estão longe de cicatrizarem.

Nesse cenário, o Operário matou o jogo. Jorginho, que saíra do banco, saiu na cara do gol em troca de passes e finalizou para sacramentar o placar final diante do frágil rival.

A rodada do Estadual se completa ainda neste domingo com o jogo entre Águia Negra e Costa Rica, em Rio Brilhante, não encerrado até a publicação desta reportagem.

RESULTADOS DA SÉTIMA RODADA

Sábado (16)
Corumbaense 3 x 1 Aquidauanense - Arthur Marinho
Sete de Dourados 0 x 2 Comercial - Itaporã

Domingo (17)
Operário de Dourados 1 x 1 União ABC - Itaporã
Chapadão do Sul 0 x 0 Urso
Novo 0 x 1 Operário - Morenão

PRÓXIMOS JOGOS

Quarta (dia 20) - Novo x Operário de Dourados - Morenão - 19h30
(jogo adiado da terceira rodada)

Quarta (dia 20) - Sete de Dourados x Operário - Itaporã - 15h
(jogo adiado da quarta rodada) 

Sábado (dia 23)
15h - Morenão - Comercial x Costa Rica
19h - Arthur Marinho - Corumbaense x Chapadão do Sul

Domingo (dia 24)
15h - Itaporã - Sete de Dourados x Operário de Dourados
15h - Mundo Novo - Urso x União ABC
15h - Morenão - Operário x Aquidauanense
17h - Rio Brilhante - Águia Negra x Novo 

 
Correio do Estado

O atacante Ricardo Goulart disputou a primeira partida com a camisa do Palmeiras na tarde deste domingo. No Estádio da Fonte Luminosa, com seu principal reforço em campo, o time alviverde desperdiçou duas boas chances de gol e ficou no empate por 0 a 0 com a Ferroviária.

Com 14 pontos ganhos, dois a mais do que o Novorizontino, o Palmeiras permanece instalado na primeira colocação do Grupo B do Campeonato Paulista. Já a Ferroviária chega aos nove pontos e figura na liderança do Grupo C, uma vez que supera o Bragantino nos critérios de desempate.

Pela oitava rodada do torneio estadual, o Palmeiras volta a campo para o clássico contra o Santos às 19 horas (de Brasília) de sábado, no Allianz Parque. Já a Ferroviária encara o Oeste às 17h30 da próxima segunda-feira, novamente no Estádio da Fonte Luminosa.

 

O Jogo – As melhores chances do Palmeiras durante o primeiro tempo foram em jogadas aéreas. Logo no começo da partida, o atacante Dudu levantou na área em cobrança de falta e o zagueiro Gustavo Gomez desviou levemente de cabeça, com perigo para o goleiro Tadeu.

O Palmeiras manteve o domínio das ações, mas teve dificuldades para criar oportunidades claras de gol. Em nova cobrança de falta, Lucas Lima cruzou e o zagueiro Luan completou de cabeça. O goleiro Tadeu, bem posicionado, defendeu com firmeza.

Após intervenção providencial de Jailson em chute disparado por Anderson Uchoa, o Palmeiras construiu sua primeira grande chance. Dudu roubou a bola pela esquerda e, de canhota, cruzou na medida para o atacante Carlos Eduardo, livre, cabecear para fora.

Com mais uma atuação decepcionante, Carlos Eduardo acabou trocado no intervalo por Felipe Pires, que entrou bem, mas precisou sair aos nove minutos, já que não conseguiu permanecer em campo após receber entrada dura de Anderson Uchoa. Felipão, então, resolveu lançar Ricardo Goulart.

Em uma jogada com a participação do estreante, o Palmeiras perdeu mais uma grande chance. Após receber de Lucas Lima, Ricardo Goulart tocou de primeira e deixou Borja na cara do gol. O colombiano, no entanto, bateu fraco e o goleiro Tadeu conseguiu defender.

Os últimos minutos da etapa complementar foram de poucas emoções em Araraquara. Em um lance pitoresco, ao ver Borja hesitar com a bola dominada, Lucas Lima resolveu tomá-la para dar continuidade ao ataque, que acabou não dando em nada.

FICHA TÉCNICA
FERROVIÁRIA 0 x 0 PALMEIRAS

Local: Fonte Luminosa, Araraquara (SP)
Data: 17 de fevereiro de 2019, domingo
Horário: 17h (Brasília)
Árbitro: Douglas Marques das Flores
Assistentes: Marco Antonio de Andrade Motta Junior e Bruno Salgado Rizo
Cartões amarelos: Anderson Uchoa (FER);

 

FERROVIÁRIA: Tadeu; Diogo Mateus, Rayan, Rodrigão e Julinho (Alisson); Anderson Uchoa (Higor Meritão), Tony e Felipe Matheus; Felipe Ferreira (Diego), Maurinho e Lúcio Flavio
Técnico: Vinícius Munhoz

PALMEIRAS: Jailson; Mayke, Luan, Gustavo Gomez e Diogo Barbosa; Felipe Melo, Bruno Henrique (Moisés) e Lucas Lima; Carlos Eduardo (Felipe Pires e depois Ricardo Goulart), Dudu e Borja
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Foto - Divulgação

Futebol

Em um decisão tumultuada pela briga de dirigentes, o Vasco conquistou a Taça Guanabara ao derrotar o Fluminense por 1 a 0, com gol marcado por Danilo Barcelos, de falta, no segundo tempo. O jogo começou de portões fechados, mas a confusão que aconteceu no entorno do Maracanã entre torcedores e policiais fez a Justiça rever a posição inicial e permitir a presença de torcedores no estádio, o que aconteceu a partir dos 30 minutos do primeiro tempo.

Agora o Vasco que chegou a 100% de aproveitamento na competição teve garantida a vaga na semifinal do Campeonato Carioca com a vantagem do empate.

O jogo foi muito equilibrado e acabou decidido em uma cobrança de falta. O Fluminense teve mais posse de bola e chegou a criar três chances claras, mas não foi feliz nas conclusões. Com o apoio da sua torcida, em número bem superior, o Vasco conseguiu ser mais objetivo e foi premiado com o gol que devolveu a Taça Guanabara para o clube de São Januário.

O jogo

Diante de um Maracanã vazio, Vasco e Fluminense começaram a partida com muita disposição ofensiva. E o Vasco chegou, pela primeira vez, com perigo, aos quatro minutos. em cruzamento de Danilo Barcelos, mas a zaga tricolor desviou para escanteio que não resultou em qualquer ação objetiva.

Aos seis minutos, o Fluminense recuperou a bola na intermediária e Yony González chutou rasteiro e a bola passou muito perto da trave direita de Fernando Miguel. Aos dez, após cobrança de escanteio, o goleiro Rodolfo hesitou e o atacante Yony González apareceu na sua área para cabecear e afastar o perigo.

O time dirigido por Alberto Valentim se mostrava mais objetivo e, aos 14 minutos, após lançamento na área, Marrony escorou de cabeça para Pikachu, mas o goleiro Rodolfo se antecipou e ficou com a bola.

O Fluminense apareceu, pela primeira vez com perigo, aos 17 minutos. Após bola levantada na área, a zaga aliviou o perigo e a bola sobrou para Everaldo que, de fora da área, mandou rasteiro, mas o goleiro Fernando Miguel defendeu com segurança.

Depois do tempo técnico, o jogo seguiu em ritmo lento, com o Vasco assumindo uma postura mais ofensiva, enquanto o Fluminense tocava a bola com tranquilidade, enquanto tentava descobrir espaços na defesa cruz-maltina.

Aos 27 minutos, o Vasco arrancou com Bruno César que penetrou pela intermediária e chutou forte, mas a bola foi desviada pela zaga tricolor. Aos 30, torcedores dos dois clubes, principalmente do Vasco, começaram a entrar no estádio depois que a justiça voltou atrás na decisão inicial e autorizou a abertura dos portões, depois de ter presenciado a confusão entre torcedores e policiais na entrada do Maracanã.

Com 38 minutos de bola rolando, após boa troca de passes, Daniel lançou Marlon que cruzou, mas a zaga salvou. Logo depois, Yony González entrou em velocidade e bateu, mas Fernando Miguel fechou o ângulo e defendeu com o rosto, evitando o primeiro gol do Fluminense.

Nos minutos finais, o Vasco apenas se defendia, tentando bloquear o toque de bola da equipe tricolor que não conseguia criar chances reais para marcar.

O Vasco voltou para o segundo tempo com o atacante Rossi na vaga de Bruno César, enquanto o Fluminense retornou com Dodi na vaga de Daniel. E o time de São Januário voltou mais agressivo, principalmente porque sua torcida lotava o setor destinado a ela no Maracanã.

Logo no primeiro minuto, Lucas Mineiro aproveitou uma sobra e bateu com perigo. Aos três minutos, foi a vez de Yony González desperdiçar uma grande chance para o Fluminense, chutando por cima do travessão depois de receber dentro da área. Aos dez, Bruno Silva não teve condições de prosseguir e foi substituido por Caio Henrique.

O Vasco não dava mais liberdade para o adversário tocar a bola com tranquilidade e pressionava a saída de bola da defesa tricolor. Só aos 17 minutos é que o time dirigido por Fernando Diniz voltou a dar sinal de vida, em arrancada de Caio Henrique pela direita, mas o cruzamento saiu com defeito. Logo depois, Luciano desperdiçou uma chance incrível para marcar ao cabecear para fora, quando estava livre na pequena área, após lançamento preciso de Everaldo.

Aos 20 minutos, Leandro Castán se atrapalhou na pequena área e quase permitiu que Everaldo se aproveitasse da falha, mas o zagueiro conseguiu se recuperar.

Com o passar do tempo, a partida ficou intensamente disputada com os jogadores mostrando muito empenho nas jogadas divididas. O Fluminense seguia com mais posse de bola, mas o Vasco tentava encurtar os espaços do adversário. Aos 28 minutos, após cruzamento de Marlon, Fernando Miguel se atrapalhou ao tentar defender e Leandro Castán afastou o perigo.

Pressionado por Marrony, foi a vez do goleiro Rodolfo hesitar na devolução de bola e quase se complicou, mas acabou mandando a bola para escanteio.

Insatisfeito com a produção do ataque, Alberto Valentim tentou dar mais força ofensiva ao time e colocou o atacante Ribamar na vaga do volante Raul.

Aos 35 minutos, o Vasco marcou o primeiro gol. O lateral Danilo Barcelos cobrou a falta que passou por todo mundo e acabou entrando no canto direito de Rodolfo.

Sem outra alternativa, o Fluminense partiu para tentar o empate, enquanto o técnico Alberto Valentim fez uma substituição mais cautelosa, trocando o atacante Marrony pelo volante Andrey.

O Vasco recuou para defender a vantagem e deixou apenas Ribamar na frente. Nos acréscimos, os jogadores se desentenderam após falta sobre Marquinhos Calazans e o árbitro recorreu ao VAR para avaliar a confusão e mostrou cartão vermelho para o atacante Luciano, gerando mais reclamações por parte dos jogadores tricolores.

Na cobrança, a bola acabou nas mãos de Fernando Miguel, acabando com as esperanças dos tricolores e dando início à festa dos cruz-maltinos.

FICHA TÉCNICA
VASCO 1 X 0 FLUMINENSE

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 17 de fevereiro de 2019 (Domingo)
Horário: 17h (de Brasília)
Árbitro: Bruno Arleu de Araújo
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Corrêa e Luiz Claudio Regazone
Cartão Amarelo: Leandro Castán, Danilo Barcelos, Maxi López, Yago Pikachu, Ribamar, Andrey(Vas);Digão, Ezequiel, Bruno Silva(Flu)
Cartão Vermelho: Luciano(Flu)
Gols:
VASCO: Danilo Barcelos, aos 35 minutos do segundo tempo

 

VASCO: Fernando Miguel, Raúl Cáceres, Werley, Leandro Castan e Danilo Barcelos; Raul,(Ribamar) Lucas Mineiro, Yago Pikachu, Bruno César(Rossi) e Marrony(Andrey); Maxi López
Técnico: Alberto Valentim

FLUMINENSE: Rodolfo, Ezequiel, Digão, Matheus Ferraz e Marlon(Marquinhos Calazans); Airton, Bruno Silva( Caio Henrique) e Daniel(Dodi); Everaldo, Luciano e Yony González
Técnico: Fernando Diniz

 

Foto - Divulgação

Futebol

Às 19 horas (de Brasília) deste domingo, em um duelo entre duas equipes em baixa, o Corinthians recebe o São Paulo pela sétima rodada do Campeonato Paulista, em Itaquera. Como em todo clássico, o vencedor ganhará moral para a sequência da temporada, enquanto ao perdedor restará a crise.

Apesar de não ter vivido ainda um vexame como seu rival nesse início de temporada, o Corinthians também está mergulhado em desconfiança e incertezas. Já são três jogos sem vitória e a pressão por uma resposta positiva no Majestoso é grande.

 Artilheiro do Corinthians no ano, Gustavo é a maior esperança de gols do Timão (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

Além do retrospecto positivo contra o São Paulo em Itaquera, os corintianos mais otimistas se apegam ao fato da equipe ter feito sua melhor partida justamente no último compromisso, contra o Racing, atual líder do Campeonato Argentino.

“A gente vê um desempenho coletivo muito melhor. A gente deu condições para o pessoal da frente fazer o gol, a gente evoluiu, melhorou. Clássico é um jogo aberto, a gente, por estar jogando em casa, tem uma responsabilidade pelo resultado positivo e vamos propor o jogo do começo ao fim. Vamos buscar a vitória”, analisou Ramiro.

A escalação alvinegra é um mistério. Fábio Carille já deixou claro que chegou o momento de dar entrosamento ao time e, por isso, os 11 titulares não devem mudar tanto em relação ao que se viu na Copa Sul-Americana.

As maiores dúvidas estão na lateral esquerda, entre Carlos e Avelar, e no ataque, com Clayson pedindo passagem, bastante elogiado pelo comandante. Jadson, Sornoza e Vagner Love correm risco de a sair do time.

Júnior Urso deve ficar à disposição pela primeira vez. Forte candidato a ganhar espaço no esquadrão alvinegro, o volante está regularizado e pode ser uma carta na manga de Carille.

O que não é segredo para ninguém é que Gustagol novamente será a principal arma corintiana. Herói contra o Racing, o centroavante marcou seis dos oito gols do Corinthians em 2019 e ganhou elogios até do técnico português José Mourinho.

O Corinthians soma apenas duas vitórias em seis rodadas no Paulistão e está fora da zona de classificação no Grupo C. O sinal de alerta já foi ligado pela comissão técnica e o clássico é mais uma prova de fogo para uma equipe que ainda tenta se encontrar em meio a chegada de pelo menos dez reforços.

Vagner Mancini assume o comando do São Paulo até Cuca receber a liberação médica (Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

Do outro lado, a pressão é ainda maior. Eliminado de forma precoce na Copa Libertadores, o São Paulo enfrentará seu arquirrival aos frangalhos. E com mudança no comando. Afastado do cargo de treinador, André Jardine dá lugar a Vagner Mancini, que assumiu o time até a chegada de Cuca, esperado após o final do Paulistão.

Com um curto período de preparação, o coordenador técnico aposta no aspecto motivacional para surpreender o Corinthians. A ideia é elevar o moral do elenco são-paulino na base da conversa e mostrar uma nova atitude no clássico.

“Eu não terei tempo para fazer muita coisa, mas tenho o tempo necessário para sentar com os jogadores para ficarmos um pouco mais leves. Se não dá para fazer no treino, vamos na fala, na metodologia de jogo e na estratégia para a partida, para que o atleta entenda que houve uma mudança”, disse Mancini.

Mudanças, aliás, são esperadas na escalação do São Paulo. Como o treino de sábado foi fechado à imprensa, não é possível cravar um time. Mas a tendência é que Mancini faça alterações pontuais. Uma delas se refere a Hudson, que volta à equipe após cumprir suspensão contra a Ponte Preta. Com isso, Hernanes deve voltar à posição de armador.

Por outro lado, o técnico interino tem cinco desfalques para o clássico: o lateral direito Bruno Peres (conjuntivite), os volantes Liziero (entorse no tornozelo direito) e Araruna (contratura no músculo adutor direito), e os atacantes Brenner (lesão na coxa esquerda) e Joao Rojas (se recupera de cirurgia no joelho direito).

Seja como for, o objetivo é um só: voltar de Itaquera com um bom resultado. De preferência com a vitória, algo que jamais aconteceu na casa alvinegra. Em nove encontros, são seis derrotas e três empates, com 20 gols sofridos e apenas oito marcados.

Assim como o Corinthians, o Tricolor não vence há três partidas, sendo uma pelo Paulista. Segundo colocado do Grupo D da competição, com nove pontos, o São Paulo perdeu para a Ponte no último sábado e permitiu a ultrapassagem do Ituano, que venceu na abertura da rodada. Por isso, a importância de voltar a conquistar uma vitória para acalmar os ânimos no Morumbi.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS X SÃO PAULO

Local: Arena Corinthians, em São Paulo (SP)
Data: 17 de fevereiro de 2019, domingo
Horário: 19 horas (de Brasília)
Árbitro: Lucas Canetto Bellote
Assistentes: Emerson de Carvalho e Daniel Marques

 

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Manoel, Henrique e Carlos (Avelar); Ralf e Ramiro; Jadson, Sornoza e Vagner Love (Calyson); Gustagol
Técnico: Fábio Carille

SÃO PAULO: Tiago Volpi; Igor Vinícius, Arboleda, Bruno Alves (Anderson Martins) e Reinaldo; Willian Farias, Hudson e Hernanes; Helinho (Antony), Pablo e Everton
Técnico: Vagner Mancini (interino)

Deputados federais e senadores estiveram no encontro com Azambuja - Foto: Clodoaldo Silva / Correio do Estado

Mato Grosso do Sul

O senador Nelson Trad (PSD) foi escolhido para ser o coordenador da bancada de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional durante reunião com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) em Brasília. Todos os representantes do Estado estiveram reunidos com o tucano e ouviram quais a prioridades do chefe do Executivo estadual para este mandato. 

Os oitos deputados federais e os três senadores estiveram no encontro com Azambuja, este ano houve uma renovação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Na bancada do legislativo nacional tem Beto Pereira (PSDB), Bia Cavassa (PSDB), Dagoberto Nogueira (PDT), Luiz Ovando (PSL), Fábio Trad (PSD), Loester Trutis (PSL), Rose Modesto (PSDB) e Vander Loubet (PT). 

Os senadores do Estado são Simone Tebet (MDB), Nelson Trad - o Nelsinho - e Soraya Thronicke (PSL). Além de ser coordenador da bancada, Nelsinho foi eleito presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional no Senado. 

Na conversa com os deputado o governador explanou sobre a compensação Lei Kandir  e alteração da nota de crédito de Mato Grosso do Sul elaborada pelo Tesouro Nacional, hoje nota C. Azambuja também pediu apoio da bancada para buscar solução para impasse jurídico da concessão da BR-163.

 

Correio do Estado

Foto - Gizele Almeida

Dourados

A Câmara Municipal de Dourados recebeu na terça (19), do Ministério Público Estadual, documentos referentes ao processo de cassação dos quatro vereadores afastados. Quatro comissões foram instituídas na Casa de Leis para avaliar os registros e posteriormente os parlamentares votarão sobre definição de cassação a Idenor Machado (PSDB), Cirilo Ramão (MDB), Pedro Pepa (DEM), presos no contexto da Operação Cifra Negra e Denize Portollan (PR), presa na Pregão. 

Os promotores João Linhares e Ricardo Rotunno entregaram ao presidente da Câmara Municipal Alan Guedes, DVD’s contendo justificativas dos pedidos de prisão, depoimentos de testemunhas, escutas telefônicas, movimentações financeiras e comprovantes de pagamentos. 

A Justiça definiu que os documentos que antes eram sigilosos fiquem a disposição dos vereadores tendo em vista contribuir com o trabalho das comissões processantes. 

“As provas coletadas no processo judicial e que ensejaram a ação penal servirão para as comissões e para a Câmara de Vereadores  como um todo apurar se houve pretensa quebra de decoro parlamentar e em caso positivo, isso poderá culminar segundo julgamento soberano dessa casa de leis, na cassação dos mandatos eletivos daqueles vereadores que foram envolvidos nessas operações”, disse. 

A partir de ontem (19), os vereadores têm 90 dias para análises dos documentos e posteriores encaminhamentos na Casa de Leis. 

Linhares sugeriu que a análise dos parlamentares deve ter base na Lei da Ficha e lembrou que a mesma foi votada anteriormente na Casa de Leis, sendo que Dourados foi uma das primeiras cidades de MS e do país a aprovar a pauta no Lesgislativo. 

“A análise precisa envolver a transparência, uma das premissas dessa lei e ser conduzida diante da veracidade dos fatos”, disse. 

Rottuno fez uma espécie de “apelo” aos parlamentares durante a entrega dos documentos e ressaltou sobre a função de fiscalização. 

“É preciso que façam um julgamento diante desses arquivos e peço que observem o trabalho do MP na questão fiscalizatória como um todo. Como vereador como você está fazendo seu papel de fiscalizar? Peço que olhem o exercício que cabe a suas atribuições, o qual a população os colocou aqui com esperança”, disse. 

O presidente da Casa de Leis, Alan Guedes, disse que os arquivos serão despachados para a procuradoria jurídica e que cada comissão estabelecida para avaliar os casos contará com uma cópia dos mesmos. 
“É um apoio para um trabalho melhor das comissões para que a Câmara possa trabalhar com base nessas denúncias que sistematizadas vão ajudar na formatação dos 

Vários vereadores comentaram a importância da cooperação do MPE e afirmaram que atuarão para resgatar a moralidade e transparência da Casa de Leis. 

CASSAÇÃO 

Para se cassar um vereador são necessários dois terços dos votos dos parlamentares. Como a composição da em Dourados é de 19 parlamentares, o número para que ocorra o fato é de 13 pessoas favoráveis. Os vereadores suplentes não votam por terem interesses envolvidos.

COMISSÕES 

Foram constituídas quatro comissões para analisar e colocar os casos em plenário para votação, na primeira sessão ordinária da Câmara, em 2019, realizada no dia 04 passado.

Foi aceita por 15 votos a denúncia em desfavor de Idenor Machado. A comissão processante, responsável pelo andamento das investigações, será composta por Jânio Miguel (presidente), Cido Medeiros (membro) e Júnior Rodrigues (relator).

Em segundo momento foi feita a análise do pedido de denúncia contra Pedro Pepa. Novamente, por 15 votos foi aprovada. A comissão processante ficou definida por Jânio Miguel (relator), Carlito do Gás (presidente) e Olavo Sul (membro).

Em seguida foi a vez da denúncia contra Cirilo Ramão. Na análise Marcelo Mourão não pôde votar por ser suplente sucessor. Por 16 votos a denúncia foi acatada. A comissão responsável foi composta por Bebeto (presidente), Silas Zanata (membro) e Júnior Rodrigues (relator).

Por fim foi acatado por 16 votos o pedido de investigação de Denize Portolan. Desta vez Lia Nogueira foi impedida de votar por ser suplente da referida vereadora. A comissão processante ficou definida entre Bebeto, Romualdo Ramim e Maurício Lemes.

 

Dourados News

Secretário de Administração, Roberto Hashioka, se reúne amanhã com equipe - Foto: Foto: Luiz Alberto/ Correio do Estado

Campo Grande

A secretaria de Administração se reúne amanhã (18) com objetivo de finalizar o decreto do Plano de Demissão Voluntária (PDV) e entregar ao governador Reinaldo Azambuja (PSDB) ainda este mês.

O PDV é uma das saídas para contenção de gastos no governo. A folha dos servidores está no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e para não ultrapassar esse limite, o governo trabalha para que esse projeto seja aprovado. A folha de servidores é um dos maiores custos do governo, atualmente.

O prazo dado pelo governo para finalização do PDV é em fevereiro. Segundo o secretário de Administração, Roberto Hashioka, amanhã a equipe se reúne para finalizar o decreto. “A reunião é para estarmos finalizando a minuta do decreto para levar para o governador avaliar”, comentou.

Hashioka disse não saber se amanhã finaliza o decreto. “Mas é uma das reuniões visando a conclusão da minuta. O PDV é abrangente, a princípio é para todos os servidores, vai depender da vontade de cada um”, explicou.

Um estudo para reimplantação do programa começou a ser feito em dezembro do ano passado, mas ainda não há conclusões sobre quais benefícios os servidores terão, caso se inscrevam, nem a expectativa de adesão ou de economia que o governo terá com o programa.

O PDV é a prioridade no segundo mandato do governo de Azambuja. O projeto será o primeiro a ser apresentado aos deputados estaduais de Mato Grosso do Sul.

 

Correio do Estado

 

 

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Outras Cidades

Primeira morte por dengue é confirmada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) no Estado de Mato Grosso do Sul. Idosa de 76 anos, após ser diagnosticada com a doença, ficou internada mas não resistiu e morreu. O caso aconteceu em Três Lagoas.

De acordo com o Boletim Epidemiológico, foram registrados 125 casos confirmados de dengue, porém o relatório ainda não divulgou a morte da idosa.

Em Campo Grande, 466 pessoas foram diagnosticadas e confirmadas com a doença e, no Estado todo, esse número salta para 761 casos. A maioria dos casos notificados de dengue são em pessoas com 35 a 49 anos de idade.

ANO PASSADO

Mato Grosso do Sul encerrou o ano de 2018 com aumento de mais de 15% nos casos de dengue. Conforme último boletim epidemiológico  do ano da Secretaria Estadual de Saúde, até o início da segunda quinzena de dezembro, já havia sido notificado em todo o Estado o total de 7.140 casos da doença. São 939 casos a mais em comparação ao ano de 2017. Embora o crescimento coloque o Estado em alerta, principalmente por conta do período de chuvas e altas temperaturas - propícios para a proliferação do mosquito transmissor Aedes aegypti -, o índice permanece como o segundo mais baixo dos últimos anos. Em 2013, por exemplo, o Estado havia registrado o total de 102.026 casos da doença.

 

Correio do Estado

Foto - Dourados News - Ligado na Redação

Dourados

Uma árvore de grande porte está prestes a cair na rua Monte Alegre, região do I Plano em Dourados. O fato foi denunciado via Canal Ligado na Redação nesta sexta-feira (15).

A funcionária pública federal, Ariane Moretti, 38, disse que notou o problema a alguns dias, no caminho que faz diariamente entre casa e trabalho. 

“Esta árvore situada na Monte Alegre esquina com a Benjamin Cosntant está prestes a causar uma tragédia”, disse. 

O ponto citado por ela fica na esquina do Ceper do I Plano, em Dourados. A mulher relata sobre a preocupação da queda da árvore em determinado momento no local que conta com grande fluxo de pessoas e tráfego de veículos. 

“Podemos tratar como tragédias anunciadas. É um lugar extremamente movimentado, crianças e adultos praticam esportes e passeiam”. 

A reportagem entrou em contato com o Secretário de Serviços Urbanos, Fabiano Costa, para um posicionamento quanto a questão. 

Ele informou que passará a situação para o setor responsável e solicitará que a remoção da árvore seja feita na próxima semana, se possível. 

A Defesa Civil de Dourados se manifestou sobre o assunto. 

Em contato com nossa equipe de reportagem, o diretor administrativo da Defesa Civil, Johnes Santana, disse que o órgão encaminhou ofício a Energisa, com solicitação de medidas, tendo em vista o fato de que árvore necessita ser removida e está em ponto que sobrepõe a fiação elétrica energizada. 

Ele citou que o documento foi entregue há 15 dias e até o momento não houve retorno. O contato com a concessionária de energia de Mato Grosso do Sul será retomado na próxima semana, de acordo com o diretor.  

 

Dourados News

Fim do horario de verão atrase o relógio em uma hora.

Mato Grosso do Sul

O horário de verão de 2018, que começou no dia 4 de novembro, termina neste domingo (17). Ao término do horário de verão, os moradores de 10 estados e do Distrito Federal devem atrasar o relógio em uma hora.

O ajuste vale para as regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal).

Este ano, o horário de verão foi encurtado - começou mais tarde. Antes, ele se iniciava no terceiro domingo de outubro. Em dezembro de 2017, o presidente Michel Temer assinou decreto que encurtou a duração do horário de verão, atendendo a pedido do Tribunal Superior Eleitoral, para que o início do horário de verão não ocorresse entre o primeiro e o segundo turno da eleição.

O Palácio do Planalto chegou a informar em 2018 que, a pedido do Ministério da Educação, a entrada em vigor do horário seria adiada para dia 18 de novembro, a fim de não prejudicar provas do Enem, mas acabou decidindo manter a data de 4 de novembro.

As mudanças na data de início do horário de verão chegaram a causar confusão. No dia 15 de outubro, usuários de telefone celular reclamaram da mudança automática do horário em seus aparelhos para o horário de verão.

Foto - Divulgação

Politica

Depois de mais de um mês de discussões entre as áreas econômica e política do governo, a principal proposta da área econômica será apresentada hoje(20). Às 9h30, o presidente Jair Bolsonaro irá à Câmara dos Deputados, acompanhado de ministros, entregar a proposta de reforma da Previdência, que pretende instituir idades mínimas de aposentadoria para os trabalhadores do serviço público e da iniciativa privada.

Bolsonaro entregará o texto ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Na Casa, a proposta passará primeiramente pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), depois irá para uma comissão especial, antes de ir a plenário. Se aprovada em dois turnos por pelo menos três quintos dos deputados (308 votos), a reforma segue para o Senado.

O presidente Jair Bolsonaro participa da solenidade de posse do deputado Alceu Moreira no cargo de presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, no Clube Naval de Brasília.
O presidente Jair Bolsonaro participa da solenidade de posse do deputado Alceu Moreira no cargo de presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, no Clube Naval de Brasília. - Valter Campanato/Agência Brasil

Durante o dia, o presidente gravará um pronunciamento explicando a necessidade de reformar a Previdência. Elaborado em conjunto pela equipe econômica e pelo gabinete presidencial, o discurso será transmitido à noite em cadeia nacional de rádio e televisão.

Explicações

O ministro da Economia, Paulo Guedes, e o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, também participarão da cerimônia de entrega do texto. Da Câmara dos Deputados, eles irão direto para o 3º Fórum de Governadores, que ocorre nesta quarta-feira. Guedes e Marinho apresentarão a proposta para os chefes estaduais. Atualmente, sete estados estão em situação de calamidade financeira em meio a orçamentos comprometidos com a folha de pagamento e com as aposentadorias dos servidores locais.

Enquanto Guedes e Marinho estiverem explicando a proposta aos governadores, técnicos da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho detalharão todos os pontos da reforma da Previdência a jornalistas. Na semana passada, Marinho confirmou que o texto proporá a idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, com calendário de transição de 12 anos.

Detalhes

Entre os detalhes a serem divulgados hoje estão as mudanças nas aposentadorias especiais de professores, policiais, bombeiros, trabalhadores rurais e profissionais que atuam em ambientes insalubres. Também serão informadas as propostas para regras como o acúmulo de pensões e de aposentadorias e possíveis mudanças nas renúncias fiscais para entidades filantrópicas.

Falta saber ainda como ficarão o fator previdenciário, usado para calcular o valor dos benefícios dos trabalhadores do setor privado com base na expectativa de vida, e o sistema de pontuação 86/96, soma dos anos de contribuição e idade, atualmente usado para definir o momento da aposentadoria para os trabalhadores do setor privado. Em relação aos servidores públicos, ainda não se sabe qual será a proposta para a regra de transição.

Também nesta quarta-feira, o governo informará como incluirá na proposta a mudança para o regime de capitalização, no qual cada trabalhador terá uma conta própria em que contribuirá para a aposentadoria. Atualmente, a Previdência dos setores público e privado é estruturada com base no sistema de repartição, onde o trabalhador na ativa e o empregador pagam os benefícios dos aposentados e pensionistas.

Para viabilizar a migração de regime, o governo tem de incluir um dispositivo na Constituição que autoriza o envio de um projeto de lei – complementar ou ordinária – para introduzir o novo modelo depois da aprovação da reforma. Será revelado ainda se o governo enviará o projeto para reformular a Previdência dos militares junto da PEC ou em outro momento.

Tramitação

O governo calcula que a reforma vai permitir uma economia de R$ 800 bilhões a R$ 1 trilhão nos próximos dez anos. Por se tratar de uma PEC, a reforma da Previdência precisa ser votada em dois turnos na Câmara e no Senado, com o apoio de no mínimo três quintos dos deputados e dos senadores em cada votação.

 

Agencia Brasil

O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) foi escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para ser líder do governo no Senado Federal. O comunicado foi enviado à Casa no final da tarde de terça (19). 

Bezerra Coelho ocupou a mesma função entre agosto e dezembro do ano passado, durante os últimos meses do governo de Michel Temer. A indicação sinaliza uma aproximação do governo com o MDB, que tem 13 senadores e é a maior bancada do senado.

Bezerra Coelho também foi ministro da Integração Nacional no governo de Dilma Rousseff (PT). 

A indicação tinha o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, ambos do DEM. 

 

Agencia Brasil

 

 

Na véspera de entregar a proposta de reforma da Previdência ao Congresso, o presidente Jair Bolsonaro vai reunir hoje (19) o Conselho de Ministros no Palácio do Planalto. Nessas reuniões, o presidente tem debatido com sua equipe as ações e metas dos primeiros 100 dias de governo.

Esta será a primeira reunião ministerial do presidente após a internação no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, no último dia 27 de janeiro. Bolsonaro foi submetido a uma cirurgia para retirada da bolsa de colostomia e teve alta na última quarta-feira (13).

O presidente deve colocar seus ministros a par dos principais pontos da reforma e do processo de articulação da votação da proposta de emenda constitucional (PEC) no Congresso. Está previsto um pronunciamento de Bolsonaro, nesta quarta-feira (20), para informar a população sobre a necessidade da reforma e o que será alterado no sistema de aposentadorias do país.

A proposta do governo prevê idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres dos setores público e privado, com 12 anos de transição para quem está próximo dessas idades. A estimativa de economia com a aprovação da reforma é de R$ 800 milhões a R$ 1 trilhão em dez anos.

O texto deverá ter uma autorização para os estados cobrarem alíquota extra dos servidores públicos a fim de cobrir o rombo da Previdência estadual. Os governadores vão se reunir em Brasília, nesta quarta-feira, para debater a proposta com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

 

Agencia Brasil

Valter Campanato/Agência Brasil

Politica

A exoneração do advogado Gustavo Bebianno Rocha do cargo de ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República foi publicada hoje (19) no Diário Oficial da União. O general da reserva Floriano Peixoto Vieira Neto assumirá a pasta.

Ontem (18), o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, anunciou a exoneração de Bebianno e informou que foi uma “decisão de foro íntimo” do presidente Jair Bolsonaro.

Minutos depois, a Presidência da República divulgou um vídeo, de pouco mais de um minuto, em que Bolsonaro agradece a colaboração do ex-ministro e atribui a mal-entendidos os motivos pelos quais ele foi exonerado.

Floriano Peixoto, secretário executivo da Secretaria-Geral da Presidência, assumirá de forma definitiva o comando a secretaria. A pasta é responsável pela implementação de medidas para modernizar a administração do governo e avançar em projetos em curso. É uma das pontes entre o Palácio do Planalto e a sociedade.

Bebianno, presidente do PSL na época da campanha eleitoral, é suspeito de irregularidades no repasse de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha para candidatas do partido. 

Em nota divulgada na semana passada, ele negou as irregularidades. “Reitero meu incondicional compromisso com meu país, com a ética, com o combate à corrupção e com a verdade acima de tudo”, disse.

 

Agencia Brasil

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Politica

No mesmo dia marcado pelo governo para a entrega do texto da proposta da reforma da Previdência ao Congresso Nacional, governadores de todos os estados voltam a se reunir , pela terceira vez, em Brasília, para discutir a agenda econômica do país. No encontro marcado para o próximo dia 20, os chefes dos executivos estaduais esperam conversar diretamente com o ministro da Economia, Paulo Guedes. O Planalto não confirmou a presença do presidente Jair Bolsonaro.

A pauta econômica tinha sido definida na última reunião, em dezembro, como o assunto a ser tratado em fevereiro, tendo como foco as mudanças na lei previdenciária. Os governadores devem sinalizar como encaminharão as questões às suas bancadas no Legislativo.

“É um tema essencial duplamente. Primeiro, por ter impacto fiscal direto nas contas e, segundo, porque com a reforma temos o equilíbrio das contas, com repercussão em toda a economia”, afirmou Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul. O gaúcho, eleito em outubro do ano passado, assumiu um estado em crise financeira.

Dados da Secretaria Estadual da Fazenda mostraram um rombo de mais de R$ 7 bilhões no fechamento das contas do ano passado, incluindo o adiamento do décimo terceiro salário do funcionalismo, os contracheques de dezembro e parcelas de dívida com a União que não foram pagas.

Investimento privado

A aposta de governadores em situações semelhantes à vivida por Leite é que com a solução do déficit previdenciário, o governo federal ganhe margem para ajustar outras contas, causando impacto global na economia. A expectativa dos estados é por maior distribuição de recursos e atração de investimento privado. “Essa é uma estratégia essencial para o Brasil, para promovermos o equilíbrio das contas públicas”, disse o governador gaúcho.

A necessidade de uma reforma é reconhecida também pelo Fórum de Governadores do Nordeste, que voltou a se encontrar no último dia 6 para discutir o tema.

Em carta apresentada ao Planalto, o grupo de nove goovernadores destaca a necessidade da reforma, “mas preservando a cidadania, o bem-estar social, protegendo especialmente os trabalhadores rurais, as mulheres e o acesso aos Benefícios de Prestação Continuada (BCP)”.

Outras demandas

Independentemente das particularidades de cada local, há unanimidade entre os governadores em relação ao avanço de propostas que viabilizem a recuperação financeira dos estados, como a liberação de recursos e a securitização. A proposta de securitização das dívidas está na Câmara dos Deputados e autoriza os estados a vender créditos que têm a receber dos contribuintes. Desde o primeiro encontro, pelo menos 20 governadores se uniram em defesa da aprovação do texto.

Outro ponto comum é o pedido de liberação de recursos do Programa de Recuperação Fiscal (Refis) para os estados.

Também estão na pauta dos estados reformas administrativas e tributárias. Em dezembro, o vice-presidente, Hamilton Mourão disse que é preciso melhorar a distribuição de receitas entre os entes federados, com redução do peso do governo federal nessa divisão. Para Mourão, os recursos têm que chegar aos estados para atendimento de demandas da população em diversas áreas.

 

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Politica

A partir desta quarta (20), o governo enfrentará o primeiro grande desafio na área econômica. A proposta de emenda à Constituição (PEC) que reforma o regime de Previdência dos trabalhadores dos setores público e privado será enviada ao Congresso Nacional, onde começará a tramitar na Câmara dos Deputados.

Logo depois de assinar o texto, o presidente Jair Bolsonaro fará um pronunciamento. Ele explicará a necessidade de mudar as regras de aposentadoria e de que forma a proposta será discutida no Congresso.

Na última quinta (14), o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, adiantou alguns detalhes do texto, fechado em reunião entre o presidente Jair Bolsonaro e os ministros da Economia, Paulo Guedes, da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz.

Os pontos revelados até agora são a idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, com um cronograma de transição de 12 anos para quem está próximo dessas idades. O acordo foi resultado de uma negociação entre a equipe econômica e o presidente Bolsonaro.

Originalmente, a equipe econômica tinha pedido idade mínima unificada de 65 anos para homens e mulheres, para os trabalhadores dos setores público e privado. O presidente gostaria de uma idade mínima de 65 anos para homens e 60 para mulheres. A área econômica defendia dez anos de transição, o presidente pedia 20 anos.

Detalhes

Somente na quarta-feira serão revelados detalhes ainda não divulgados, como a proposta para aposentadorias especiais de professores, policiais, bombeiros, trabalhadores rurais e profissionais que trabalham em ambientes insalubres. Também serão informadas as propostas para regras como o acúmulo de pensões e de aposentadorias e possíveis mudanças nas renúncias fiscais para entidades filantrópicas.

Falta saber ainda como ficarão o fator previdenciário, usado para calcular o valor dos benefícios dos trabalhadores do setor privado com base na expectativa de vida, e o sistema de pontuação 86/96, soma dos anos de contribuição e idade, atualmente usado para definir o momento da aposentadoria para os trabalhadores do setor privado. Em relação aos servidores públicos, ainda não se sabe qual será a proposta para a regra de transição.

Também na quarta-feira, o governo informará como incluirá na proposta a mudança para o regime de capitalização, no qual cada trabalhador terá uma conta própria na qual contribuirá para a aposentadoria. Atualmente, a Previdência dos setores público e privado é estruturada com base no sistema de repartição, onde o trabalhador na ativa e o empregador pagam os benefícios dos aposentados e pensionistas.

Para viabilizar a migração de regime, o governo tem de incluir um dispositivo na Constituição que autoriza o envio de um projeto de lei – complementar ou ordinária – para introduzir o novo modelo depois da aprovação da reforma. Será revelado ainda se o governo enviará o projeto para reformular a Previdência dos militares junto da PEC ou em outro momento.

Tramitação

O governo calcula que a reforma vai permitir uma economia de R$ 800 bilhões a R$ 1 trilhão nos próximos dez anos. Por se tratar de uma PEC, a reforma da Previdência precisa ser votada em dois turnos na Câmara e no Senado, com o apoio de no mínimo três quintos dos deputados e dos senadores em cada votação.

 

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Secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho - Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Economia

O presidente Jair Bolsonaro e a equipe econômica do governo decidiram que a proposta de reforma da Previdência fixará uma idade mínima de 65 anos para aposentadoria de homens e 62 anos para mulheres, com um período de transição de 12 anos. A proposta de reforma do sistema previdenciário será encaminhada ao Congresso na próxima quarta-feira (20).

As informações são do secretário especial de Previdência, Rogério Marinho, ao final da reunião com o presidente, no Palácio da Alvorada. Foram cerca de duas horas de reunião, com a participação dos ministros da Economia, Paulo Guedes; da Casa Civil, Onyx Lorenzoni; e da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz.

Marinho disse que a equipe econômica defendeu uma idade mínima de 65 anos para homens e para mulheres. Já o presidente discordava da idade mínima das mulheres: queria 60 anos. Além disso, o tempo de transição desejado pelos economistas era de dez anos, algo também negociado por Bolsonaro, que queria 20 anos de transição. No final, o consenso ficou em 12 anos.

O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, fala à imprensa sobre a reforma da Previdência, após reunião com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada.
O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, fala sobre a reforma da Previdência, após reunião com o presidente Jair Bolsonaro  - Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Depois de assinar o texto da reforma, na próxima quarta-feira, Bolsonaro vai fazer um pronunciamento à nação para explicar a necessidade de mudar as regras para aposentadoria no país. “O presidente fará um pronunciamento à nação, explicando de que forma essa nova Previdência vai ser encaminhada ao Congresso para ser discutida. E esperamos que seja aprovada brevemente”, disse Marinho.

Segundo Marinho, os detalhes da proposta só serão conhecidos na quarta-feira. “O presidente bateu o martelo e pediu para que divulgássemos apenas algumas informações. O conteúdo do texto vai ficar para o dia 20. Os detalhes da proposta serão conhecidos pelo Congresso Nacional, até como uma deferência ao Parlamento”.

O texto já havia sido formatado ao longo das semanas e foi trazido para aprovação final do presidente. “Ao longo do período da elaboração da proposta, o presidente estava sendo informado periodicamente. Voltamos hoje com o texto já finalizado”, disse o secretário. Após as alterações negociadas entre Bolsonaro e sua equipe, o texto vai para a área técnica da Presidência da República, onde será validada sua constitucionalidade antes que o presidente possa assinar.

O governo calcula que a reforma vai permitir uma economia de R$ 1 trilhão nos próximos dez anos. Por se tratar de uma proposta de emenda constitucional (PEC), a reforma da Previdência precisa ser votada em dois turnos na Câmara e depois no Senado, com apoio de no mínimo dois terços dos deputados e dos senadores em cada votação.

 

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Economia

O Brasil, os Estados Unidos e o México despontam como líderes na produção de energia eólica nas Américas, segundo dados recentes do Conselho Global de Energia Eólica (Global Wind Energy Council – GWEC, na sigla em inglês). Como um todo, as Américas do Norte, Sul e Central responderam por 25% do total da capacidade instalada global dessa energia em 2018.

Segundo o GWEC, a capacidade instalada total de energia eólica nas Américas agora totaliza 135 GW – aumento de 12% em relação a 2017. A expectativa é que a procura por esse tipo de energia na região continue, e a organização prevê a adição de 60 GW em novas capacidades eólicas entre 2019 e 2023.

Sediado em Bruxelas, na Bélgica, o GWEC é um órgão que representa o setor de energia eólica global, reunindo mais de 1,5 mil empresas e organizações em mais de 80 países, incluindo fabricantes, institutos de pesquisa, associações nacionais de energia eólica, fornecedoras de energia, empresas financeiras e seguradoras.

No Brasil

Líder em energia eólica na América do Sul, o Brasil adicionou 2 GW de capacidade eólica à sua matriz energética em 2018 e leiloou capacidade desse tipo de energia a preços competitivos em nível global de U$ 20 por MWh, segundo o GWEC.

A informação é confirmada pelo secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério das Minas e Energia, Reive Barros. Segundo ele, o Brasil tem hoje capacidade instalada de produção de energia eólica de 14,7 GW. “Isso representa, na matriz energética brasileira, cerca de 8% do total. A meta é que daqui a 10 anos este percentual suba para 13%.”

O secretário disse que a Região Nordeste responde por 85% da produção de energia eólica brasileira, com destaques para os estados do Piauí, Rio Grande do Norte e Bahia, nesta ordem. “Num prazo mais longo, contudo, a Bahia deverá assumir a liderança, por suas dimensões territoriais e potencialidades.”

Para este ano, Barros diz que estão previstos dois leilões para implantar parques eólicos no país. Um no primeiro semestre, a ser implantado em quatro anos, e outro no segundo semestre, com prazo de implantação de seis anos. “Nossa meta para a energia eólica no Brasil é crescer 2,2% ao ano.”

Américas

Os dados mais recentes divulgados pelo GWEC mostram que em 2018 a capacidade instalada de energia eólica das três Américas foi de 11,9 GW – aumento de 12% em relação a 2017. Na América do Norte (Canadá e EUA), houve aumento de 10,8% na capacidade adicionada em relação a 2017. Já na América Latina, a adição de capacidades cresceu 18,7% em relação a 2017.

Segundo o GWEC, na América Latina, o compromisso com leilões serviu para impulsionar o desenvolvimento do setor. A expectativa é que a região continue a crescer na área eólica em 2019, com expansão maior da cadeia de suprimentos.

“O desenvolvimento do mercado de energia eólica na América Latina se mostra bastante positivo. O Brasil realizou novamente leilões de grande escala e esperamos que o primeiro leilão na Colômbia ocorra este mês de fevereiro. Outros investimentos na cadeia de suprimentos por parte das principais fabricantes de equipamentos originais na Argentina comprovam o potencial do mercado no longo prazo”, disse Ben Backwell, diretor do GWEC.

Por causa de sua forte caracterítica ecológica, a geração de energia eólica contribui de forma significativa para ajudar os países a cumprirem com suas metas previstas em acordos internacionais sobre o clima. O crescimento desse tipo de energia é parte fundamental da solução para reduzir emissões de gases, fortalecer a segurança energética, reduzir custos e aumentar o investimento em economias locais.

De acordo com Karin Ohlenforst, diretora de Inteligência de Mercado do GWEC, “o crescimento da energia eólica na América do Sul, em particular, comprova como essa fonte energética é competitiva nos mercados de leilão".

 

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Economia

A Receita Federal abre hoje (8) consulta ao lote residual de restituição do Imposto de Renda (IR) Pessoa Física de fevereiro. Ao todo, serão desembolsados R$ 401 milhões para 142,6 mil contribuintes que estavam na malha fina das declarações de 2008 a 2018, mas regularizaram as pendências com o Fisco.

A lista com os nomes estará disponível a partir das 9h no site da Receita na internet. A consulta também pode ser feita pelo Receitafone, no número 146. A Receita oferece ainda aplicativo para tablets e smartphones, que permite o acompanhamento das restituições.

As restituições terão correção de 5,68%, para o lote de 2018, a 107,8% para o lote de 2008. Em todos os casos, os índices têm como base a taxa Selic (juros básicos da economia) acumulada entre a entrega da declaração até este mês.

O dinheiro será depositado nas contas informadas na declaração no próximo dia 15. O contribuinte que não receber a restituição deverá ir a qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para os telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para ter acesso ao pagamento.

 

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O Ibovespa, principal indicador de desempenho das ações negociadas na B3, antiga BM&F Bovespa, encerrou o pregão de hoje (6) com queda de 3,74%, aos 94.635 pontos. O recorde do índice, de 98.588 pontos, foi registrado na segunda-feira (4).

Entre as ações que compõem o Ibovespa, apenas os papéis da Suzano Papelon apresentaram alta hoje: valorizaram 1,18%. As maiores quedas ficaram por conta das ações da Viavarejo ON (- 8,64%), Cielo ON (-7,42%), e Mafrig ON (-6,43%). Os papéis mais negociados foram os da Petrobras PN (-2,26%), ItauUnibanco (-4,21%), e Vale ON (-4,63%).

O dólar comercial fechou o dia em alta de 1,09%, cotado a R$ 3,70. O Euro também valorizou. Subiu 0,54%, e encerrou o dia custando R$ 4,20.

 

 

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Economia

A forte queda nas exportações foi o principal fator da retração na produção de veículos em janeiro, disse o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale. Segundo o balanço divulgado hoje (6) pela entidade, na comparação entre o mês passado e janeiro de 2018, houve uma redução de 46% nas vendas para o exterior. Foram comercializadas para fora do país 25 mil unidades em janeiro deste ano, contra 46,4 mil no mesmo mês do ano passado.

“O que está em desacordo com as nossas expectativas são as exportações. Os números não foram bons, exportamos somente 25 mil veículos. É um número inferior ao que a gente gostaria”, disse Megale ao comentar os números do setor.

Em valores, houve uma retração de 29,1% nas exportações, com um faturamento de US$ 712 milhões no último mês de janeiro, contra US$ 1 bilhão no mesmo mês de 2018. No segmento de veículos comerciais leves a queda ficou em 31,7%, as receitas foram de US$ 479,1 milhões no primeiro mês de 2019 e de US$ 701,7 milhões em janeiro de 2018.

Um dos principais destinos dos carros brasileiros, a Argentina enfrenta dificuldades econômicas e preocupa as montadoras. “Estamos acompanhando o mercado argentino, que é o nosso principal mercado e eles ainda estão em dificuldade. Então, nós vamos passar ainda alguns meses com exportações baixas. Nós temos a expectativa que a partir do meio do ano a coisa comece a reverter”, disse Megale.

A produção de veículos caiu 10% em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2018. Foram fabricados 196,8 mil unidades no último mês, contra 218,7 mil em janeiro do ano passado.

Recuperação

No panorama geral, o presidente da Anfavea avalia que a economia e, consequentemente o mercado interno, mostram sinais de recuperação. “Me parece que a questão do desemprego ainda é grave, mas começa a ceder. As pessoas começam a ter um pouco mais de segurança no seu emprego. Isso ajuda muito na hora de decidir comprar um bem como um automóvel”, disse.

No acumulado dos últimos 12 meses, no entanto, houve um crescimento 2,9% na produção de veículos. Saíram das montadoras 2,86 milhões de unidades de fevereiro de 2018 a janeiro deste ano. No período anterior, foram fabricados 2,78 milhões de veículos.

Sobre a queda de 14,8% nas vendas de janeiro em relação a dezembro, Megale disse que é um movimento sazonal natural e que a comercialização está em um patamar razoável. “Desde 2015 a gente não tinha um mercado entorno de 200 mil unidades”, destacou. Foram licenciadas em janeiro, 199,8 mil unidades e, em dezembro, 234,5 mil.

 

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Pela sétima vez seguida, o Banco Central (BC) não alterou os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 6,5% ao ano, na primeira reunião do órgão do ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

Com a decisão de hoje, a Selic continua no menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de 2018.

Em comunicado, o Copom informou que a manutenção dos juros em níveis baixos depende do progresso de reformas estruturais da economia brasileira. Segundo o BC, a percepção de continuidade dessas medidas afeta as expectativas econômicas.

Em relação ao cenário externo, a nota indicou que diminuiu o risco de inflação provocada por instabilidades na economia internacional. Isso porque fatores como as disputas comerciais e o Brexit – saída do Reino Unido da União Europeia – podem fazer a economia global desacelerar neste ano.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em 2018, o indicador fechou em 3,75%, contra 2,95% em 2017. O índice de janeiro só será divulgado nesta sexta-feira (8).

Para 2019, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu meta de inflação de 4,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não poderá superar 5,75% neste ano nem ficar abaixo de 2,75%. A meta para 2020 foi fixada em 4%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Inflação

No Relatório de Inflação divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária estima que o IPCA encerrará 2019 em 4% e continuará baixo até 2021. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 3,94%.

Depois de fechar abaixo do piso da meta em 2017, a inflação subiu no ano passado afetada pela greve dos caminhoneiros, que durou 11 dias e provocou desabastecimento de alguns produtos no mercado, e por causa da alta do dólar no período. Mesmo assim, o IPCA voltou a registrar níveis baixos nos últimos meses de 2018, tendo encerrado o ano abaixo de 4%.

Crédito mais barato

A redução da taxa Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo em um cenário de baixa atividade econômica. No último Relatório de Inflação, o BC projetava expansão da economia de 2,4% para este ano. Segundo o boletim Focus, os analistas econômicos preveem crescimento de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) em 2019.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

 

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