A produção brasileira de grãos tem previsão de chegar a 358,6 milhões de toneladas na safra 2025/26. Caso o resultado se confirme, o Brasil baterá novo recorde, com uma alta de 1,8% na comparação com a safra anterior. O percentual corresponde a um aumento de 6,4 milhões de toneladas, ante ao ciclo 2024/25. A previsão consta do 9º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado nesta quinta-feira (11) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Segundo a entidade, ele se deve ao aumento na área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares, aliado às condições climáticas favoráveis. Com isso, a produtividade média nacional deverá ficar em 4.295 quilos por hectare. Soja e milho “Dentre as culturas cultivadas, a soja se destaca por apresentar incremento de 8,8 milhões de toneladas em relação ao volume obtido na safra anterior. Com a colheita praticamente finalizada, a produção no ciclo 2025/26 está estimada em 180,3 milhões de toneladas”, detalhou a Companhia. O resultado, acrescenta, reflete o crescimento da área destinada para a oleaginosa, aliado ao bom pacote tecnológico e condições climáticas favoráveis na atual safra. Já o milho cultivado na 2ª safra tem uma estimativa de produção total de 140,5 milhões de toneladas, somando as três safras. A colheita da primeira safra abrange 87,7% da área, devendo ter como resultado um total de 29,3 milhões de toneladas a serem colhidas – aumento de 17,7% em relação ao mesmo período da temporada 2024/25. “Além da maior área destinada ao grão no atual ciclo, a produtividade também apresenta incremento de 7,6%, estimada em 7.110 quilos por hectare, estabelecendo um novo recorde na série histórica da Companhia na primeira safra do grão”, informou a Conab. A colheita da segunda safra ainda está em sua fase inicial. A expectativa é que chegue a um total de 107,9 milhões de toneladas produzidas. Quanto à terceira safra, em fase de plantio prestes a ser encerrada, é esperada uma colheita de 3,3 milhões de toneladas. Algodão De acordo com o levantamento, a produção de pluma de algodão (segunda safra) deve ficar em cerca de 4 milhões de toneladas. Se confirmada, a projeção representa uma queda de 2,5% na comparação com a safra de 2024/25. Segundo a Conab, o resultado se deve à diminuição da área semeada. “No caso do sorgo, que registra a quinta maior produção entre os grãos analisados pela Companhia, a colheita está estimada em 7,62 milhões de toneladas, incremento de 1,5 milhão de toneladas quando comparado com o volume obtido na safra passada, representando uma alta de 24,9%”, acrescentou. Arroz e feijão Com a colheita praticamente finalizada, o arroz deve registrar uma produção de 11,1 milhões de toneladas, o que representa uma redução de 13,2% na comparação com o volume obtido na safra anterior. “A queda é reflexo de uma menor área destinada para a cultura diante das condições mercadológicas do cereal”, justificou a Conab. Projeção de queda também na produção de feijão. A Conab estima um total de 3 milhões de toneladas a serem colhidas ao final das três safras do grão – volume que representa uma “ligeira queda de 0,5% em relação ao resultado obtido na temporada passada”. Segundo a Conab, o abastecimento do mercado interno está garantido, mesmo com a expectativa de menor produção para os dois alimentos. Trigo Já a área destinada à produção de trigo deve apresentar queda na produção, uma vez que a área destinada ao plantio será menor do que a da safra anterior. Atualmente, esta cultura abrange apenas 45,3% do total de área prevista. As expectativas são de que, ao final do ciclo, sejam produzidas cerca de 6,3 milhões de toneladas do cereal.
Câmara projeta nova sede em área pública e antigo prédio poderá ser cedido ao Previd
A Câmara Municipal de Dourados estuda construir a futura sede em uma área pública localizada no Parque Arnulpho Fioravante e para isso busca dar uma nova destinação ao prédio em reforma na avenida Marcelino Pires. A medida tem como principal objetivo avaliar alternativas que proporcionem maior eficiência administrativa e melhor aproveitamento dos recursos públicos, considerando que estudos preliminares indicam a necessidade de futuras adequações e ampliações da estrutura atualmente em reforma para atendimento integral das demandas institucionais. A nova sede poderá ser construída na esquina das ruas Joaquim Teixeira Alves e Coronel Ponciano, em área pertencente ao município, próxima à Guarda Municipal. A proposta, segundo a presidente da Câmara, vereadora Liandra Brambilla (PSDB), é investir em uma estrutura planejada para atender de forma definitiva a demanda da Casa de Leis, evitando futuras ampliações e adequações. “Os estudos técnicos desenvolvidos até o momento apontam que a mera conclusão da obra da antiga estrutura não representaria uma solução definitiva para as necessidades futuras da Câmara Municipal. Mesmo após a finalização, seriam necessárias adequações e ampliações estruturais para comportar, de forma adequada, a expansão das atividades legislativas, administrativas e de atendimento ao cidadão, circunstância que motivou a análise de alternativas mais eficientes sob os aspectos técnico, operacional e econômico”, considera. Paralelamente, a Câmara busca uma solução para que o imóvel da avenida Marcelino Pires continue cumprindo a função pública. Na terça-feira, a presidente acompanhou uma visita técnica realizada por representantes da diretoria e do Conselho Curador do Previd (Instituto de Previdência Social dos Servidores do Município de Dourados), que estudam a possibilidade de utilizar o espaço como futura sede própria da instituição. As obras no local encontram-se paralisadas desde abril de 2025 em razão de questões técnicas, administrativas e contratuais que vêm sendo objeto de avaliações e análises pelos setores competentes. Caso a proposta avance, o Previd poderá aproveitar toda a estrutura existente ou desenvolver um novo projeto, adequado às necessidades do Instituto. Para Liandra Brambilla, a iniciativa busca conciliar eficiência administrativa, responsabilidade fiscal e preservação do patrimônio público, permitindo a avaliação de uma estrutura planejada para atender as demandas futuras da Câmara Municipal, ao mesmo tempo em que possibilita o aproveitamento da edificação atualmente em reforma por outro órgão da Administração Pública. “Estamos buscando uma alternativa que preserve o patrimônio público e evite desperdícios. O prédio possui uma estrutura física em boas condições e pode ser aproveitado para outra finalidade administrativa, reduzindo custos com futuras instalações do Previd”, destaca. A presidente ressalta ainda que os estudos técnicos realizados apontam que, diante das necessidades atuais e futuras do Poder Legislativo, a estrutura atualmente projetada poderá demandar adequações e ampliações complementares para acomodar, de forma plena, gabinetes parlamentares, plenário, setores administrativos e áreas destinadas ao atendimento da população. “A eventual destinação futura do imóvel atualmente em reforma dependerá da conclusão dos estudos técnicos, jurídicos, patrimoniais e orçamentários em andamento, observando-se sempre o interesse público, a preservação dos recursos já investidos e a busca pela solução mais vantajosa para a administração municipal”, afirma Liandra. A construção da nova sede em área pública deverá gerar economia a longo prazo, já que o projeto será desenvolvido de acordo com as necessidades atuais e futuras da Câmara, reduzindo gastos com adaptações estruturais e ampliando a capacidade de atendimento aos cidadãos. A Câmara Municipal também promove levantamentos técnicos e orçamentários para subsidiar a análise de viabilidade da futura sede, garantindo que qualquer decisão seja tomada com base em critérios de economicidade, planejamento e responsabilidade na gestão dos recursos públicos.
Ampliação da rede elétrica deve modernizar propriedades rurais em Angélica
A chegada de infraestrutura moderna no campo garante dignidade e aumento da capacidade produtiva para quem vive do agronegócio. Com este objetivo de transformar investimentos em oportunidades reais, o deputado estadual Zé Teixeira (PL) apresentou solicitação oficial ao Governo do Estado e à concessionária Energisa para incluir o Distrito de Ipezal, no município de Angélica, no Programa MS Trifásico. A iniciativa assegura a energia elétrica necessária para o funcionamento de novos sistemas de irrigação e tecnologias indispensáveis ao trabalho diário da Associação de Micro e Pequenos Produtores Rurais de Ipezal e Região (AMPPRIR). A indicação do parlamentar contempla a construção de aproximadamente dois quilômetros de nova rede nas imediações da Estrada Linha 23 e da rodovia MS-145, conectando a sede da entidade ao poço artesiano responsável por abastecer a região, além da substituição definitiva dos antigos postes de eucalipto. A implementação da rede trifásica fortalece a atividade rural e permite aos pequenos produtores tornarem suas propriedades eficientes e competitivas no mercado. Essa melhoria estrutural reflete diretamente na geração de empregos e fomenta o desenvolvimento econômico de toda a comunidade agrícola. O pedido foi formalizado na Assembleia Legislativa após articulação com os vereadores Alex Rodinha e Ivo do Ipezal, demonstrando o trabalho conjunto em prol das famílias do município. O documento foi encaminhado para os secretários estaduais Rodrigo Perez Ramos (Governo e Gestão Estratégica) e Artur Henrique Leite Falcette (Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), em alinhamento com o diretor-presidente da Energisa, Paulo Roberto dos Santos.
Com 1,4 mil atendimentos, programa Escola Segura, Família Forte fortalece rede de proteção em Dourados
Iniciativa do Governo do Estado reforça presença da Polícia Militar no ambiente escolar, ampliando segurança e mediando conflitos; são 23 escolas estaduais atendidas no município Implantado em Dourados em setembro do ano passado, o programa Escola Segura, Família Forte já promoveu mais de 1,4 mil atendimentos envolvendo a comunidade escolar em 23 escolas da Rede Estadual de Ensino. Criado pelo Governo do Estado por meio da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), o programa passou a integrar a política estadual de prevenção à violência nas escolas, atuando diretamente na promoção da segurança, fortalecimento dos vínculos comunitários e redução de situações de conflito no ambiente escolar e em seu entorno. O resultado dos primeiros nove meses de execução foi apresentado nesta semana, durante reunião estratégica de acompanhamento e avaliação, que apontou impacto positivo da presença da Polícia Militar no ambiente escolar. Além de Dourados, o programa também está presente em Campo Grande e Ponta Porã. De setembro de 2025 a maio deste ano, foram 1.474 atendimentos realizados na abrangência do 3º Batalhão da Polícia Militar e da 9ª Companhia Independente de Polícia Militar (9ª CIPM). Em Dourados, o programa conta com duas viaturas e 8 policiais capacitados para o atendimento escolar, em situações que incluem rondas preventivas, palestras, mediações de conflitos e abordagem de pessoas suspeitas no ambiente escolar. São 1.250 professores alcançados e mais de 18 mil estudantes atendidos diretamente pela iniciativa. Os números reforçam o caráter contínuo e preventivo da atuação policial no ambiente escolar e demonstram fortalecimento da sensação de segurança entre gestores, professores, estudantes e famílias.Para o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, que participou do encontro com diretores e diretores-adjuntos das escolas atendidas, o programa segue a mesma filosofia da Polícia Comunitária. “Quanto mais o policial conquistar a confiança de alunos e professores dentro da escola, melhor será essa comunicação e consequentemente, os resultados deste trabalho”, afirmou. Criado pelo Governo de Mato Grosso do Sul em outubro de 2017, durante a gestão de Barbosinha à frente da Sejusp, o Programa Escola Segura, Família Forte nasceu como resposta à crescente preocupação da comunidade escolar com episódios de violência, vulnerabilidade social e conflitos no ambiente educacional. Desde sua implantação, a iniciativa foi estruturada para atuar além do policiamento ostensivo, priorizando ações preventivas, aproximação comunitária, mediação de conflitos e fortalecimento da integração entre escola, família e forças de segurança. “Quando a gente leva o policial militar para a escola, é para construir uma relação de proximidade e, inclusive, fazer com que esses alunos tenham a confiança para relatar até mesmo episódios que ocorrem dentro de casa. Então o objetivo do programa é exatamente criar a cultura de paz no ambiente escolar e uma ideia de proteção para os nossos alunos, dentro e fora da escola”, explica o vice-governador. O modelo adotado pelo Governo do Estado prioriza presença constante das equipes da Ronda Escolar nas unidades de ensino, fortalecimento do diálogo com direções escolares, acompanhamento preventivo de ocorrências e ações educativas voltadas à prevenção da violência, bullying, uso de drogas e conflitos interpessoais. O impacto positivo é confirmado por quem convive diariamente com a realidade dentro das escolas. É o que explica Regina Rosane Lima de Araújo, diretora da escola estadual Moacir Djalma Barros, localizada no bairro Deoclecio Artuzi. “O primeiro impacto da presença do policial militar dentro da escola é o de inspiração mesmo. Percebemos na fala dos estudantes que muitos deles querem ser policiais ao ver de perto esse trabalho, então esse já é o primeiro resultado positivo”, explica, ao citar também a proximidade e a conscientização sobre segurança pública. “Na periferia, muitas vezes temos situações bem adversas. São meninos e meninas que estão lá, e que muitas vezes se tornam vítimas. O fato de ter um policiamento, de ter essa ronda escolar presente, mostra a eles que também existe a justiça, que ela também chega até eles”, acrescenta. Segurança e fortalecimento do ensinoO coordenador-adjunto da Coordenadoria Regional de Educação, Antônio Marcos, também defende a continuidade da iniciativa. “Hoje em dia, quando falamos de educação, não se fala só de aprendizagem mas também de outros assuntos que permeiam o estudo, como a segurança”, afirmou. “Quando o aluno se sente seguro, está apto a aprender e a aprender bem”, completou. O então comandante do 3º Batalhão da Polícia Militar, Tenente-Coronel Robson Roberto Lopes Ramos, disse que a prioridade das equipes é a segurança dos professores e servidores, além da mediação de situações que surgem no ambiente escolar. “Meu sentimento hoje é de felicidade, porque a PM estava muito longe das escolas e hoje, graças a Deus, a gente tem uma relação muito boa e já começando a colher os frutos. Nossa missão é colaborar para a belíssima missão e vocação dos professores, que é de preparar nossas crianças e jovens para o futuro”, afirmou. O coordenador do programa, Valson Campos dos Anjos, agradeceu pelo trabalho desempenhado e disse que a inciativa criada em MS já é inspiração para outras regiões. “Hoje, nós estamos em outro patamar. Tem muitos estados do Brasil que gostariam de ter um programa como esse, tão bem assistido, tão próximo das escolas e tão bem avaliado por toda a comunidade escolar”, garantiu.
Guarda Municipal investiga ação de vândalos em espaços públicos
A Prefeitura de Dourados tem se deparado com constantes atos de vandalismo registrados em espaços públicos da cidade, que acabam gerando prejuízos ao patrimônio coletivo e à população. No último fim de semana, por exemplo, a ação de vândalos provocou danos na Praça da Juventude, no bairro Parque das Nações. Vidros de estruturas do local foram quebrados e o banheiro “estourado”. A Guarda Municipal de Dourados está investigando a ação desses vândalos e procura identificar os responsáveis pelos danos ao patrimônio público. Segundo a diretora-presidente da Fundação de Esportes de Dourados (Funed), Sandra Amaral, esses mesmos vidros já haviam sido substituídos anteriormente durante a atual gestão e precisaram ser trocados novamente em razão da depredação. Ela conta que a mesma ação ocorreu no Complexo Esportivo do Campo Zé Tabela, onde vidros dos banheiros foram quebrados, sem contar a cerca, praticamente toda destruída. De acordo com a coordenadora da Praça da Juventude, Railda Maria da Silva Ferreira, os vândalos agiram na tarde de sábado, período em que não há vigia no local. “No período matutino, até as 14 horas, há pessoas por aqui. No restante da tarde fica fechado e não contamos com a presença de um guarda”, diz. “Ligamos para a Guarda Municipal, os agentes vieram e retiraram os jovens que estavam invadindo a praça, mas assim que os guardas foram embora, eles retornaram e quebraram as vidraças”, completa a coordenadora, ressaltando que a tela de proteção do espaço já fora consertada várias vezes e tantas vezes destruída. No Campo Zé Tabela, no bairro Jardim dos Estados, a situação é semelhante. De acordo com César Chaves, responsável pela manutenção do espaço, jovens e adolescentes costumam depredar as instalações. “A situação é complicada. Eles já arrebentaram toda a cerca, entram e quebram o que conseguem. Tentamos contornar a situação, mas é muito complicado”, lamenta. Além dos prejuízos financeiros para os cofres públicos, os atos de vandalismo afetam diretamente os moradores que utilizam esses espaços para atividades esportivas, recreativas e de integração comunitária. “São recursos que poderiam ser investidos em melhorias e novos projetos, mas que acabam sendo direcionados para a recuperação de estruturas danificadas”, lamenta a diretora do órgão responsável pelas praças esportivas da cidade. A administração municipal destaca que tem realizado com frequência os reparos necessários sempre que ocorrem depredações, mas ressalta que a preservação dos bens públicos depende também da conscientização e da colaboração da comunidade. Outro desafio enfrentado é a ausência de vigilância permanente em alguns espaços públicos durante os finais de semana, período em que normalmente são registrados os atos de vandalismo. A Guarda Municipal de Dourados também tem agido para conter a depredação. O diretor da GMD, Jamil da Costa Matos, afirma que as rondas têm sido intensificadas, mas, “infelizmente, não é possível estar o tempo todo em todos os lugares”. Ele disse que a instituição registrará boletim de ocorrência para ver se é possível identificar os autores da depredação do patrimônio público. “Cuidar dos espaços coletivos é garantir que toda a comunidade possa usufruir deles com segurança, conforto e qualidade”, pontua.
Roadmap alcança 96% dos municípios e fortalece a conexão entre ações locais e oportunidades de financiamento climático
Mato Grosso do Sul avança na agenda de sustentabilidade e adaptação às mudanças climáticas com a implementação do Roadmap Território Carbono Neutro (RTCN), metodologia que fortalece as capacidades dos municípios para planejar ações climáticas e acessar fontes de financiamento nacionais e internacionais. Apresentados durante o IV Fórum Estadual de Mudanças Climáticas, que está sendo realizado em Bonito, os resultados demonstram o alcance da iniciativa no Estado. Dos 79 municípios sul-mato-grossenses, 76 já tiveram o Rating submetido, representando uma cobertura de 96,2%. Além disso, 56 municípios já estruturaram suas Agendas Locais, o equivalente a 70,9% do total contemplado pela metodologia. O Roadmap Território Carbono Neutro foi desenvolvido para apoiar os municípios na construção de uma governança climática mais eficiente, promovendo a integração entre planejamento, gestão pública e captação de recursos. A metodologia é baseada em três pilares: classificação dos municípios conforme sua capacidade de planejamento e gestão (Rating), construção de Agendas Locais e mobilização de recursos para viabilizar projetos climáticos. Para o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Artur Falcette, a iniciativa reforça o protagonismo de Mato Grosso do Sul na construção de políticas públicas alinhadas à sustentabilidade. “Mato Grosso do Sul tem construído uma agenda climática sólida, baseada em planejamento, governança e participação dos municípios. O Roadmap Território Carbono Neutro é uma ferramenta estratégica porque aproxima os gestores locais das oportunidades de financiamento e fortalece a capacidade dos municípios de implementar ações concretas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas”, destacou. Os resultados também evidenciam a evolução de diversos municípios ao longo dos ciclos de avaliação. Cidades como Glória de Dourados, Chapadão do Sul e Deodápolis registraram avanços significativos em indicadores relacionados à gestão territorial, mudanças climáticas, capacidade administrativa, governança e ambiente de negócios. “Mato Grosso do Sul se destaca nacionalmente pela adesão dos municípios à metodologia. Hoje temos mais de 96% dos municípios com o Rating submetido e mais de 70% com Agendas Locais estruturadas. Isso demonstra o compromisso das lideranças locais com a construção de uma agenda climática consistente e preparada para captar investimentos”, afirmou Ana Trevelin. Entre os próximos passos da iniciativa estão a implementação de 30 Planos de Adaptação Climática, reuniões com prefeitos de sete estados que já aplicam a metodologia, a otimização da plataforma para ampliar o chamado “matching climático” — conexão entre projetos e financiadores. A proposta está alinhada ao compromisso de Mato Grosso do Sul de se consolidar como referência nacional em desenvolvimento sustentável, conciliando crescimento econômico, conservação ambiental e inclusão social por meio de políticas públicas inovadoras e integradas. Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc
Tráfego em meia pista começa nesta sexta na ponte sobre o Rio Paraguai para início de obra em Corumbá
Quem passa diariamente pela ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, em Corumbá, vai precisar redobrar a atenção a partir desta sexta-feira, 12 de junho de 2026. O tráfego no local passará a funcionar em meia pista para o início da recuperação estrutural da ponte, obra considerada estratégica para a mobilidade da população pantaneira, o transporte de cargas e o acesso à região. Neste primeiro momento, não haverá interdição total da ponte. A operação será em sistema de pare e siga, em tempo integral, com apoio de plataformas metálicas para a passagem dos veículos. A sinalização para orientar os motoristas sobre o funcionamento do sistema pare e siga já começou a ser instalada em pontos estratégicos para quem segue em direção a Corumbá ou retorna do município. Faixas informativas e painéis de LED serão posicionados em locais de grande circulação e acesso, como a entrada de Miranda, o acesso ao Lampião Aceso, o Anel de Corumbá, as proximidades do pedágio e a entrada de Porto Esperança, com o objetivo de alertar os usuários com antecedência, organizar o fluxo de veículos e garantir mais segurança durante a execução dos trabalhos. Com investimento de mais de R$ 11,7 milhões, a intervenção será executada pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), por meio de termo de cooperação técnica com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O trabalho prevê a recuperação completa dos elementos estruturais da ponte, com correção de falhas e reforço da estrutura para garantir mais segurança, durabilidade e confiabilidade a uma das principais ligações de acesso a Corumbá e ao Pantanal. A previsão é de que, sejam necessárias interdições programadas ao longo da execução, em média a cada 21 dias, preferencialmente aos fins de semana e no período noturno. Sempre que isso ocorrer, a população será comunicada com antecedência para que possa se programar. O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog), Guilherme Alcântara de Carvalho, destacou que a obra foi planejada para reduzir os impactos aos usuários sem abrir mão da segurança. “Estamos avançando para uma recuperação completa da estrutura, com soluções definitivas e tecnologia adequada. Essa ponte é estratégica para Corumbá e para todo o Pantanal, e nosso compromisso é garantir segurança e durabilidade para quem depende dela diariamente. Neste momento, o tráfego seguirá em meia pista, e qualquer interdição futura será comunicada previamente para que moradores, empresas e transportadores possam se organizar”, afirmou. A ponte já havia recebido uma intervenção emergencial promovida pelo Governo do Estado, com reparos iniciais para estabilização da estrutura. Agora, com a nova etapa, a proposta é consolidar uma solução definitiva para um corredor essencial à integração regional, ao escoamento da produção, ao turismo e ao deslocamento de quem vive e trabalha em Corumbá e na região pantaneira. Luciana Bomfim, Comunicação Seilog
Troca de comando: tenente-coronel Gabriella Fernandes assume 3º Batalhão da PM em Dourados
Ela será a primeira mulher a comandar a unidade na segunda maior cidade do Estado; ex-comandante será designado para a Sejusp, em Campo Grande A manhã desta quarta-feira (10) foi emblemática e marcou o início de um novo capítulo para a segurança pública em Dourados. Pela primeira vez na história, uma mulher foi nomeada comandante do 3º Batalhão da Polícia Militar. Quem assume a missão de comandar a tropa é a tenente-coronel Gabriella Letícia Fernandes de Oliveira. Natural de Montes Claros, em Minas Gerais, a nova comandante é jornalista por formação e também atuou no comando do 14º Batalhão da PM em Fátima do Sul. O ex-comandante em Dourados, o tenente-coronel Robson Lopes Ramos será transferido para a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), na capital.A cerimônia de troca de comando aconteceu na manhã desta quarta-feira, com grande participação de autoridades civis e militares de Mato Grosso do Sul. Em seu discurso de despedida, bastante emocionado, o ex-comandante fez questão de agradecer aos colegas, autoridades e instituições que tiveram atuação decisiva ao longo dos 12 meses à frente da corporação em Dourados. “Agradeço a todos aqueles que estiveram ao lado da Polícia Militar em todas as nossas missões. Meu sentimento hoje é de profunda gratidão. Cheguei como aspirante e hoje sou comandante. Não há palavras que possam definir o que isso significa”, afirmou. “Continuem assim. Cuidem uns dos outros, para que a Polícia Militar possa continuar fazendo seu trabalho com excelência e responsabilidade”, completou. Também visivelmente emocionada, a nova comandante falou sobre a alegria e responsabilidade de comandar a tropa na maior cidade do interior de Mato Grosso do Sul. “Quem conhece a minha história de vida sabe que eu sou improvável, mas consegui vencer. Hoje, pus meu nome na história sendo a primeira mulher a comandar o 3º Batalhão, responsável por parte da maior cidade do interior do Estado. Consegui isso com muita honra, dignidade, respeito e dedicação”, garante. “Agradeço a Deus que até aqui me sustentou e à minha família, que me deu todo o apoio e suporte ao longo da minha carreira. Agradeço também à minha chefia pela confiança. Hoje, temos a prova de que nada resiste ao trabalho”, acrescentou a tenente-coronel Gabriella Fernandes. O vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, parabenizou os dois militares pela demonstração de compromisso e responsabilidade com a segurança pública de Mato Grosso do Sul. “Quem parte deixa um legado. Quem chega, assume o compromisso de fazê-lo crescer. Minha gratidão ao tenente-coronel Robson Lopes Ramos pela liderança firme e pelos relevantes serviços prestados à frente do 3º BPM de Dourados. À tenente-coronel Gabriella Fernandes, deixo aqui as minhas boas-vindas e os parabéns por fazer história como a primeira mulher a comandar o batalhão. Uma conquista construída com competência, mérito e dedicação”, avaliou o vice-governador. “A segurança pública de Dourados se fortalece quando reconhece quem cumpriu sua missão com honra e abre caminho para novos capítulos de excelência”.
Parceria fortalece produção agrícola dos indígenas e quilombolas
A Prefeitura de Dourados e o Governo do Estado deram mais um passo importante para fortalecer a agricultura familiar e promover o desenvolvimento das comunidades indígenas e quilombolas. No início da tarde desta quarta-feira (10), na sede da Embrapa Agropecuária Oeste, onde acontece a 6ª edição da Tecnofam, foi assinado o Protocolo de Intenções nº 015/2026 entre a Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) e o município de Dourados. A parceria prevê a destinação de máquinas, implementos e equipamentos agrícolas que irão beneficiar diretamente produtores rurais, assentados, indígenas e quilombolas, contribuindo para o aumento da produção, geração de renda e melhoria da qualidade de vida no campo. Durante a solenidade, o prefeito Marçal Filho destacou a importância da união entre instituições para viabilizar investimentos e atender às necessidades da população. Ele ressaltou o papel da Embrapa como referência de credibilidade e conhecimento técnico, capaz de aproximar diferentes esferas de governo em torno de objetivos comuns. Segundo o prefeito, a busca por recursos e investimentos exige diálogo e cooperação entre os gestores públicos. “Essa união de esforços é fundamental para garantir avanços para o município e para o Estado”, afirmou, destacando, também, ações da Prefeitura em favor de melhorar as condições de vida das comunidades indígenas e quilombolas. Marçal Filho aproveitou o ato para defender que as diferenças políticas devem ser deixadas de lado quando o objetivo é promover o desenvolvimento e melhorar a vida das pessoas. “As questões partidárias precisam ficar em segundo plano. Quem está à frente de uma instituição pública tem a obrigação de trabalhar pelo bem comum e buscar soluções para a população”, enfatizou. O protocolo firmado entre Agraer e Prefeitura reforça o compromisso dos governos municipal e estadual com o fortalecimento da agricultura familiar, ampliando o acesso a equipamentos e tecnologias que garantam mais produtividade e melhores condições de trabalho às comunidades atendidas. PROTOCOLO O acordo firmado entre Agraer e o Município de Dourados, garante a transferência de máquinas e equipamentos agrícolas destinados às comunidades beneficiárias do Programa de Apoio às Comunidades Indígenas e Quilombolas (Proacinq). Assinaram o documento o diretor-presidente da Agraer, Fernando Luiz Nascimento, e o prefeito de Dourados, Marçal Filho. Serão entregues plantadeiras e adubadoras tipo matraca manual, motocultivadores e carretas para motocultivadores às aldeias Bororó, Jaguapiru e Panambizinho, além da Comunidade Quilombola Desidério Felipe de Oliveira, na Picadinha. O diretor-presidente da Agraer, Fernando Luiz Nascimento, ressaltou a qualidade da produção desenvolvida pelas comunidades indígenas e quilombolas do município e destacou que o apoio técnico e estrutural tem contribuído para transformar realidades e combater preconceitos. Ele disse ter ficado impressionado com a quantidade e qualidade dos alimentos produzidos pelos indígenas das aldeias de Dourados. O secretário municipal de Agricultura Familiar, Bruno Pontim, lembrou que os produtores já fornecem alimentos para programas públicos e anunciou novos investimentos. Segundo ele, o governo federal destinará R$ 500 mil para implantação do primeiro Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) indígena municipal do Brasil, ampliando ainda mais as oportunidades de comercialização da produção local. Os equipamentos entregues vão contribuir para ampliar a capacidade produtiva das comunidades beneficiadas, garantindo melhores condições de trabalho, aumento da produção de alimentos e fortalecimento da segurança alimentar e da geração de renda nas áreas indígenas e quilombolas de Dourados.








