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'Antes do Boca, acho que Cavani vem para o São Paulo', diz Lugano em rádio argentina

Esporte
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Diego Lugano, superintendente de relações institucionais do São Paulo, foi questionado durante entrevista a uma rádio argentina sobre a possibilidade de o atacante Edinson Cavani, seu amigo e ex-companheiro de seleção uruguaia, jogar no Boca Juniors. 

- Creio que antes do Boca, ele vem comigo para o São Paulo. Se vier para a América do Sul. Venho falando com ele faz tempo, não é de agora - disse o ex-zagueiro, rindo, à rádio Club Octubre 947.

 

Cavani está com 33 anos e deixará o Paris Saint-Germain na janela do meio do ano. Apesar da declaração deste fim de semana, o próprio Lugano já declarou outras vezes que é "economicamente impossível" trazê-lo.

- Ele sempre fala que gostaria de jogar a Libertadores. Mas economicamente é impossível que os times sul-americanos atinjam o que ele merece. Fica difícil. Sou muito amigo do Cavani e do irmão dele, que jogou comigo no Uruguai e eu considero um irmão mais novo. Falo muito com ele. Óbvio que o parâmetro econômico que ele atingiu na Europa é impossível para a América do Sul, mesmo para os times que hoje têm muito dinheiro. Ele está em outro patamar econômico, é muito difícil. Jogador sabe que a vida no futebol é curta e ninguém desperdiça dois ou três anos de carreira perdendo muito dinheiro. Não podemos iludir a torcida com sonhos muito altos, principalmente pela parte econômica, não que ele não quisesse estar por aqui - disse Lugano, em dezembro de 2019.

O São Paulo já surpreendeu a torcida com uma contratação de grande impacto financeiro, a de Daniel Alves, mas a situação financeira atual é ainda mais delicada, até pela paralisação dos campeonatos devido ao coronavírus.

Lembrança de 2005

Na entrevista à rádio argentina, Lugano citou a conquista do Mundial de Clubes de 2005, sobre o Liverpool, como um dos momentos mais felizes de sua trajetória como jogador.

- A maior alegria é ter sido campeão do mundo por um clube como o São Paulo. São coisas que ficam marcadas para sempre. Me lembro que naquele dia o Rogério Ceni disse antes do jogo: "hoje não vamos jogar uma partida de futebol, hoje significa ficar na eternidade". Naquele momento eu era jovem, tinha 24 anos, entendia o significado, mas hoje é que me dou conta do que representa deixar sua marca em uma equipe assim. Com o Uruguai, foi voltar a chegar a um Mundial, ver a Celeste voltar a ser protagonista, a ser respeitada, ser campeã da América na Argentina. São momentos emocionantes. Na Turquia também fomos campeões, me tornei um ídolo, foram os melhores cinco anos esportivos da minha carreira. Fiz mais de 30 gols, fomos campeões, ganhamos todos os clássicos...