Dourados-MS,

Veja por que Raniel e Madson, únicos reforços do Santos, ainda não ganharam espaço em 2020

Esporte
Fonte
  • Extra-Pequena Pequena Media Grande Extra-Grande
  • Padrão Helvetica Segoe Georgia Times

Com dificuldades financeiras para a montagem do elenco, o Santos fez apenas duas contratações para a temporada 2020: o lateral-direito Madson e o atacante Raniel.

Apesar da expectativa por serem os únicos dois reforços, até a parada forçada pela pandemia do novo coronavírus eles pouco atuaram com a camisa do Peixe.

Em dificuldade financeira e sem condições de fazer grandes investimentos, o Santos, na figura do superintendente de futebol William Thomas resolveu arriscar e fazer apostas no mercado. Raniel, por exemplo, estava no São Paulo e chegou ao Peixe em uma troca envolvendo o meia Vitor Bueno.

Desejo antigo do Santos, o atacante, que havia chegado em baixa do time da capital, até teve bom desempenho no início do Campeonato Paulista. Em seis partidas disputadas com a camisa alvinegra, sendo cinco como titular, o camisa 12 marcou dois gols.

Depois, porém, sofreu com problemas físicos e perdeu espaço.

Outro fator que colaborou para o baixo desempenho de Raniel em campo foi sua posição. Sob o comando de Jesualdo Ferreira, o centroavante de ofício passou a atuar como um "extremo goleador", como o português gosta de chamar os atacantes de lado de campo, e não conseguiu se adaptar.

Madson foi contratado pelo Santos em moldes semelhantes à negociação com Raniel. O lateral-direito, que pertencia ao Grêmio, atuava pelo Athletico-PR em 2019, quando chamou atenção do setor de análise de desempenho do Peixe.

Interessado no jogador, o clube envolveu Victor Ferraz em uma troca sem custos.

Madson, porém, chegou longe das condições físicas ideais para entrar jogar. O lateral, então, teve que treinar separado do grupo e só pôde fazer sua estreia na nona rodada do Paulistão, contra o Mirassol, na Vila Belmiro. Na ocasião, Jesualdo elogiou o camisa 13 do Peixe, mas admitiu que ele precisa melhorar em alguns fundamentos.

– (Ele é um) lateral para frente, que vai e vem, para trás é mais difícil. Na frente vai muito bem. É preciso tirar vantagens disso. Temos dois laterais-direitos e falta o esquerdo. Temos tido respostas dentro do elenco, é uma das coisas que mais têm me dado prazer. Encontrar respostas para ter um elenco competitivo e bom. Vamos chegar lá – disse o treinador.

Apesar da boa estreia, a tendência é de que, pelo menos por enquanto, Pará seja mantido como lateral-direito titular. Isso porque o treinador ressaltou que o veterano dá mais equilíbrio ao setor defensivo, já que guarda mais posição e não ataca com frequência.

Por conta da pandemia do novo coronavírus, ainda não há previsão de quando as competições nacionais e internacionais serão retomadas. Enquanto aguarda a decisão das entidades, o Santos deu férias coletivas para o jogadores, que só voltaram à rotina de treinos no dia 4 de maio.

O Governo do Estado de São Paulo ampliou a quarentena até o dia 10 de maio.