Dourados-MS,
Camara Municipal - transparencia

Paulo Siufi, João Rocha e Eduardo Romero viraram réus - Foto: Arquivo/Correio do Estado

Superior Tribunal de Justiça (STJ) ressuscitou a Coffe Break e os parlamentares deputado Paulo Siufi (MDB), presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, João Rocha (PSDB) e vereador Eduardo Romero (Rede) voltam a ser réus. O STJ aceitou recurso do Ministério Público Estadual (MPE) para que processos voltem a ser julgados. O caso está na responsabilidade da ministra Assusete Magalhães e o MPE recorreu por meio do procurador-geral de Justiça Paulo Passos.

De acordo com o advogado André Borges, um de seus clientes, o vereador Otávio Trad (PTB) também deverá ser julgado. “Todos respondem ao mesmo processo e a expectativa é da mesma decisão em todos os outros casos”, explicou Borges.

O advogado disse também que vai apresentar petição quando o processo chegar à ministra. “Vou tentar convencer ela que o meu cliente (Otávio Trad) merece continuar no arquivo”, adiantou ele.

COFFEE BREAK

Foram, ao todo, 24 denunciados na ação de improbidade administrativa em que o Ministério Público Estadual (MPE) pede na ação o ressarcimento de R$ 25 milhões dos acusados de participarem do suposto esquema de “compra e venda” de votos para cassar o mandato do então prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), na Câmara Municipal. O juiz da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais homogêneos, David de Oliveira Gomes Filho, aceitou o pedido da força-tarefa do MPE para processar os políticos.

Mas, um a um os acusados foram excluídos da ação por falta de provas, porém o MPE recorreu e o STJ aceitou o recurso e os processos voltarão a ser julgados. “Em face do exposto, conheço do Agravo para dar provimento ao Recurso Especial, a fim de que a ação civil pública retome seu regular processamento perante o Juízo de primeiro grau”, declarou a ministra Assusete Magalhães.

 

 

Agencia Brasil

Alagamentos foram registrados em várias vias - Foto: Valdenir Rezende / Correio do Estado

Vários carros foram arrastados por conta dos alagamentos provocados pela chuva, principalmente na avenida Nelly Martins, a Via Parque, e na avenida Ernesto Geisel, em Campo Grande. O temporal provocou ainda queda de árvores e de energia.

Na via Parque, o córrego transbordou e alagou a via. Vários carros que estavam estacionados foram alagados e outros que passavam pelo local foram arrastados pela enxurrada.

Alguns motoristas se arriscaram a passar pelo trecho e ficaram presos no alagamento. Agentes da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) foram ao local para orientar os motoristas a pegar desvios e evitar passar pelo trecho.

No Parque das Nações Indígenas, o lago também transbordou e se juntou as águas da região do Sóter. Um funcionário do local, que não quis ser identificado, disse que nunca viu “algo assim antes”. Duas árvores caíram no parque, sendo uma dentro da reserva e outra no estacionamento.

Na avenida Ernesto Geisel, o rio Anhanduí também transbordou e vários carros ficaram quase submersos ou foram arrastados pelas águas. Não há informações de vítimas.

Também houve alagamento na avenida Rachid Neder, avenida Fernando Correa da Correa, Mascarenhas de Moraes.

TEMPORAL

O temporal começou por volta das 14h e causou alagamentos por vários pontos da cidade, queda de árvores e queda de energia elétrica.

Fiação elétrica energizada caiu na frente de um ônibus e vários passageiros ficaram ilhados dentro do coletivo, na rua 13 de Junho com a Barão do Rio Branco. Corpo de Bombeiros foi ao local para retirar os passageiros em segurança. Conforme os militares, um galho caiu e derrubou parte da fiação, mas o ônibus não foi atingido, no entanto, os socorristas foram chamados por segurança e nenhum passageiro sofreu ferimentos. O trecho está interditado para retirada do galho.

Conforme informações de leitores, uma árvore de aproximadamente 12 metros caiu e bloqueou a rua Mercúrio, no bairro Planalto. 

Equipes do Corpo de Bombeiros estão nas ruas para atender problemas causados pela chuva. Segundo os bombeiros, uma das equipes atende um idoso que está sendo arrastado pela correnteza na região do Nova Lima, além de carros sendo arrastados na Via Parque.

ALERTA

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há alerta vigente de tempestades, com chuva entre 30 e 60 mm/h e ventos intensos, de até 100 km/h, válido para toda a tarde de hoje.

Conforme alerta, por conta da tempestade, há risco de corte de energia elétrica, queda de árvores e alagamentos, além da possibilidade de queda de granizo.

A orientação é que a população não se abrigue debaixo de árvores, pois há risco de queda e descargas elétricas e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Além disso, se possível, desligue aparelhos elétricos e quadro geral de energia.

Qualquer problema, os cidadãos devem entrar em contato com o Corpo de Bombeiros, pelo 193, ou a Defesa Civil, pelo telefone 199.

 

Correio do Estado

Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado

Um voo com 141 passageiros e tripulantes vindo de Lima, capital do Peru, fez um pouso forçado por conta de uma pane elétrica na tarde desta terça-feira (25), no Aeroporto Internacional de Campo Grande, região oeste da Capital. O trajeto incluia escalas no Mato Grosso do Sul e seu destino final era no Rio de Janeiro.

De acordo com os Bombeiros, o problema teria sido motivado por uma pane elétrica. A Avenida Duque de Caxias ficou interditada por cerca de 30 minutos para atuação das equipes de resgate e aeroporto. A circulação na região foi liberada pelo Batalhão de Trânsito da Polícia Militar. 

Segundo informações apuradas pela reportagem, o airbus da empresa Latam pousou forçadamente por volta das 14h45 e todos os passageiros foram resgatados sem feridos da aeronave. 

Os Bombeiros ainda permanecem no local aguardando a liberação dos passageiros. A Infraero liberou a pista para novos pousos e decolagens. 

O piloto disse que ele decolou com os dois geradores do motor funcionando, mas logo após a decolagem um dos geradores deu problema e então entrou em contato com a torre e decidiram fazer o pouso forçado com medo de que o segundo gerador também desse problema.

Em contato com a agência responsável pelo Latam, a assessoria informou que o pouso foi normal e o voo mudou a escala para Campo Grande apenas para manutenção. 

 

Correio do Estado

Painel apontando nove abstenções na sessão plenária desta terça-feira (25) - Foto: Luciana Nassar/AL-MS

Pedido de cancelamento de sessões feito por deputados não foi apreciado nesta terça-feira (25), conforme foi previsto na semana passada. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Junior Mochi (MDB), mesmo tendo declarado ser a favor da proposta, nem sequer mencionou a questão de ordem. “Entendo que essa maneira de concentrarmos esforços para não prejudicar as atividades é um sentimento que todos os deputados comungam. Então terça-feira (25) vou consultar as lideranças”, declarou Mochi, na última quinta-feira (20).

De acordo com alguns parlamentares, o pedido deve ser adiado para a próxima sessão que ocorre amanhã (26). A ideia é de que deputados estaduais acompanhem a decisão do Congresso Nacional, em que Senado Federal e Câmara dos Deputados pararam as atividades legislativas os 15 dias que antecedem às eleições. No site do Senado, o calendário de sessões plenárias registra o retorno das atividades a partir do dia 09 de outubro, dois dias depois das eleições.

A ideia de seguir os passos do Congresso Nacional partiu do deputado Paulo Corrêa (PSDB), o parlamentar manifestou insatisfação devido a grande abstenção de deputados que tem sido registrado desde o início da campanha eleitoral de 2018. “Acordei cedo, fiz a barba, tinha viagem para Corumbá, mas tive que vir pra cá (Assembleia Legislativa) e olha aí?”, reclamou o deputado Paulo Corrêa (PSDB), autor da proposta de cancelamento das sessões próximas ao pleito. A reclamação de Corrêa era referente a falta de quórum para apreciação de matérias.

Além de Corrêa, outro deputado que também criticou a falta dos colegas em sessões foi o parlamentar Paulo Siufi (MDB). “Se cancelar as sessões da última semana (antes das eleições) eu vou me sentir mais confortável, porque não adianta vir aqui e encontrar meia dúzia de deputados e sem quórum não fazemos nada aqui e nem lá fora. Ficamos preso. Aí não dá. Melhor seria os 24 aqui, mas já que nem todos vem, então acho justo cancelar as sessões (que antecedem às eleições)”, reforçou Siufi. 

Apesar da maioria dos deputados serem a favor do cancelamento das sessões, tem aqueles que não concordam. O petista Cabo Almi já antecipou que não é a favor. “Isso não vai alterar em nada (nas atividades de campanha) acho que temos que continuar (as atividades legislativas) normalmente”, rebateu Almi. 

O presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), deputado José Carlos Barbosa, o Barbosinha (DEM) também é a favor da proposta e já declarou que esforços vão ser concentrados para que os pareceres da comissão sejam apreciados nesta semana.

Porém, na sessão de hoje, apenas dois projetos foram apreciados e as atividades terminaram antes das 12h. Na última sessão, dos 24 parlamentares, apenas doze deputados compareceram, não teve quórum nem ordem do dia, parlamentares utilizaram da tribuna para debater assuntos diversos. A sessão começou, aproximadamente, às 9h30 e terminou antes das 12h.

Os 22 deputados, que estão candidatos, querem ter mais liberdade para poderem fazer campanha, principalmente os que precisam viajar o interior do Estado. Se a proposta de Corrêa for aprovada pelos líderes dos partidos na Casa, nos dias 2,3 e 4 de outubro não terão sessões legislativas. As eleições estão marcadas para o dia 07 de outubro.

 

Correio do Estado

Mais Artigos...