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Alta do dólar não afasta turistas e vendas na fronteira crescem 20%

Segundo comerciantes da região, o dólar alto não espanta visitantes pois há produtos nas mais variadas faixas de preço - Foto: Valdenir Rezende / Correio do Estado

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Mesmo com a forte valorização do dólar, movimento de turistas em férias contribuiu para aquecer o comércio e a rede hoteleira de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero neste mês de julho. De acordo com lojistas ouvidos pelo Correio do Estado, a estimativa é de que o movimento de vendas tenha crescido pelo menos 20% nos últimos 15 dias. Em consequência, a ocupação de leitos no município de fronteira com o Paraguai ficou na média de 75%, índice considerado satisfatório para o período. De acordo com dados do Observatório do Turismo de Mato Grosso do Sul, a taxa média de ocupação dos hotéis e pousadas em Ponta Porã, um dos três principais destinos turísticos do Estado, é de 61,4%.

Proprietário de lojas nos lados brasileiro e paraguaio, o comerciante Pedro Bondiman conta que as férias do meio do ano tradicionalmente ajudam a impulsionar as vendas do comércio na fronteira, porque as famílias viajam e aproveitam para fazer as suas compras, apesar da escalada do dólar. “A cotação varia de R$ 3,90 a R$ 4,10 – “sexta (20), está em R$ 4,00, mas, na verdade, o que ocorre é o impacto sobre o poder aquisitivo do consumidor. Dólar alto sempre tem um impacto, mas o cliente não vai deixar de fazer as compras, pois há produtos em todas as faixas de preço”, defende.

Ainda segundo o empresário, em função da Copa do Mundo, em que as pessoas não saíam de casa, o comércio varejista de fronteira teve uma redução de movimento, mas, após o fim da participação brasileira no Mundial, começou a melhorar. “Depois que passaram os jogos, aumentou de 15% a 20% o movimento de vendas. Também vamos ter, nos dias 6 a 9 de setembro, a Black Friday, o que deve aumentar ainda mais as vendas”, acredita.

 

Correio do Estado