Dourados-MS,
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A estimativa de inadimplência do setor de varejo para setembro ficou em 4,06%. O resultado é 0,04 ponto percentual menor do que o índice efetivamente registrado em julho (4,1%). A previsão para setembro é uma média entre os índices mínimos e máximos estimados para os atrasos de pagamento de crédito com recursos livres, que ficaram entre 3,79% e 4,32%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar).

A inadimplência para pessoas físicas com recursos livres mede todas as operações com parcelas com mais de 90 dias de atraso, com exceção das vinculadas a recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou outras fontes de dinheiro público.

Para o presidente do Ibevar, Claudio Felisoni de Angelo, a redução do índice reflete o cenário econômico com alta da inflação e do desemprego, com os consumidores cortando gastos. Por conta da crise política, econômica e sanitária no Brasil, em conjunto com a desvalorização do real e aumento da inflação, os preços dos produtos e mercadorias acabaram subindo bastante nos últimos tempos e, por isso, muitas pessoas tiveram que cortar gastos ou poupar o dinheiro para pagar suas contas”, ressaltou.

Angelo acredita que nos próximos meses alguns segmentos do varejo devam sofrer com a retração econômica. “Algumas categorias do varejo devem apresentar queda acentuada em sua comercialização, como de materiais de construção, móveis e eletrodomésticos, livros, jornais e revistas e entre outros”, acrescentou.

A confiança do comerciante brasileiro diminuiu 0,4% em setembro, registrando no mês 119,3 pontos. Apesar de ser a primeira queda depois de três altas seguidas, o indicador se mantém na zona de satisfação, acima dos 100 pontos. Os dados do Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) foram divulgados nesta terça-feira (21) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Segundo a CNC, a redução ocorreu depois de o índice ter acumulado alta de 30,7% desde junho. Na comparação com o mesmo período de 2020, o aumento do Icec foi de 30,2%, com padrão de confiança acima do primeiro ano da pandemia.

Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, os dados reforçam a ideia de recuperação do setor, mas ainda há muitos desafios para serem enfrentados até a economia brasileira retomar níveis mais altos de crescimento.

“A queda da confiança empresarial pode estar associada à pressão sobre os custos da alta dos combustíveis, do aumento da tarifa de energia elétrica e por conta da crise hídrica, além de refletir as expectativas com relação aos efeitos da inflação sobre o consumo”.

Componentes

No mês, todos os componentes do Icec caíram, pela primeira vez desde abril, quando o índice registrou 6,4%. Porém, a CNC aponta que, mesmo com a queda de 0,9% no indicador que avalia as expectativas do empresário, ele permanece dentro da região de satisfação, com 153,9 pontos.

O indicador que avalia as intenções de investimentos caiu 0,7%, ficando em 104,2, também na região de satisfação. O único subíndice que ficou abaixo foi o que analisa as condições atuais do empresário, que chegou a 99,7 pontos com a queda de 0,3%.

Para a economista da CNC, Izis Ferreira, a queda não pode ser interpretada como uma tendência, já que o avanço da vacinação contra a covid-19 aponta redução da pandemia.

“Pode estar associada a uma relativa acomodação empresarial causada pelo crescimento anterior. Fatores como inflação, desemprego e possibilidade de aumento dos juros também podem ter contribuído para a deterioração das expectativas em geral”.

De acordo com ela, a aproximação do Dia das Crianças, comemorado em 12 de outubro e historicamente uma data importante para o varejo, deve ajudar a equilibrar a desconfiança evidenciada nesse mês.

Indicador da Serasa Experian de abril de 2021, mostrou que 56,4% das dívidas de consumidores inadimplentes no Brasil são pagas em até 60 dias, principalmente no segmento de Utilities (67,4%), que abrange água e energia. Na sequência estão Bancos e Cartões, com 62,6% de dívidas quitadas no período. Este é o Indicador de Recuperação de Crédito, que exibe o percentual de dívidas pagas em até 60 dias após a negativação.

O economista da Serasa Experian Luiz Rabi avalia que o fato de os percentuais de recuperação das dívidas estarem menores nos últimos dois meses – março/21 (56%) e abri/21 (56,4%) –, em relação aos do início do ano (58,8% em janeiro e 59,3% em fevereiro), pode estar relacionado com a aceleração da inflação no período, o que acaba corroendo o poder de compra da população e dificultando a quitação das dívidas em atraso.

Ele sugere que os credores proporcionem descontos e facilidades de pagamentos aos seus clientes em débito, a fim de conseguirem aumentar os seus percentuais de recuperação neste momento de inflação acima do previsto.

O indicador revelou um padrão: as dívidas mais recentes tendem a ser mais recuperadas, enquanto aquelas com mais tempo de existência têm o percentual de quitação mais baixo. Considerando compromissos que estavam vencidos há 30 dias, 74,3% foram quitados; de 30 a 60 dias, 42,4%; de 60 a 90 dias; 31,0%; de 90 a 180 dias; 28,3% entre 180 dias e o primeiro ano e 16,3% entre um e mais anos.

“O esquecimento é muito comum no caso de dívidas mais antigas. Muitas vezes quando a pessoa recebe a notificação de inadimplência, se lembra e realiza o pagamento. Além disso, há também a questão das multas e encargos moratórios que vão encarecendo as dívidas vencidas com o passar do tempo. Por fim, a priorização das contas a pagar também é um fator já que, devido ao atual cenário econômico, os consumidores com dificuldades financeiras acabam escolhendo qual será paga e qual será postergada para o próximo mês”, explicou Rabi sobre os motivos desse movimento.

2020

A Serasa Experian avalia que a pandemia de covid-19 e os desafios econômicos impostos no período fizeram com que, na média de 2020, 57,2% dos registros de negativação fossem recuperados no horizonte de 60 dias após a comunicação do credor, porcentagem menor que 2019, quando o índice ficou em 59,2%.

O indicador mostrou ainda quais valores são quitados com mais facilidade: em 2020, aquelas dívidas acima de R$ 10 mil tiveram recuperação de 70,4%, enquanto o intervalo de R$ 1 mil a R$ 2 mil teve retorno de 53,4% das contas.

“O aumento do desemprego e a redução da renda das pessoas fizeram com que muitos demorassem mais para pagar as contas atrasadas. Pelos dados, observamos que a maior parte priorizou o pagamento de dívidas mais caras, que costumam estar relacionadas a imóveis ou veículos. Elas geralmente têm o bem como garantia, ou seja, para não perder a aquisição os consumidores ficam inclinados a honrar o compromisso financeiro”, disse Luiz Rabi.

Notícias sobre um possível calote da gigante do mercado de incorporações e construção civil chinesa Evergrande - que atualmente possui a maior dívida de ativos do mundo, mais de US$ 300 bilhões - balançaram nesta segunda-feira (20) os mercados mundiais e geraram uma fuga ainda maior de capital da empresa.

As ações da Evergrande, que é responsável por cerca de 3,8 milhões de empregos em vários países, caíram 10,24% após o anúncio de que os juros da dívida da empresa não seriam pagos aos credores, e fecharam o dia em US$ 2,28 - uma queda acumulada de 84,7% desde o início do ano.

Em Wall Street, as principais empresas de tecnologia registraram queda nos valores das ações. Apple, Google (Alphabet), Tesla e Amazon figuram como principal influência negativa do dia, tanto no índice de tecnologia quanto no S&P 500. O Dow Jones fechou o dia com queda de 1,79% e a Nasdaq recuou 2,17%.

No Brasil, o impacto do calote fez o Ibovespa despencar para o menor nível dos últimos 10 meses, fechando o dia em 108.843 pontos - uma queda de 2,33%.

Segundo a agência de notícias Reuters, o calote da Evergrande criou temores de uma crise imobiliária chinesa que pode trazer consequências de larga escala para a economia global, parecida com a crise em 2008 gerada pela bolha imobiliária nos Estados Unidos.

Impulsionado pelo temor de uma crise generalizada, o dólar apresentou alta de 0,78%, e fechou o dia cotado a R$ 5,32. Este é o maior valor da moeda norte-americana desde 23 de agosto, quando foi cotada a R$ 5,38.

A Prefeitura de Dourados, por meio do Programa Cidade Empreendedora, irá oferecer 17 opções de capacitações voltadas para os segmentos de Bares e Restaurantes, Salões de Beleza e Varejo com a proposta de fortalecer os pequenos negócios.

A programação executada pelo Sebrae/MS junto com as prefeituras municipais, promove, a partir deste mês, cursos gratuitos para micro e pequenos empreendedores e colaboradores que atuam no comércio local dos 22 municípios de Mato Grosso do Sul que integram a iniciativa dentre eles, Dourados.

Desenvolvida em parceria com o Senac, a ação oferece 17 opções de capacitações e até dezembro, a expectativa é que mais 700 pessoas sejam qualificadas.

De acordo com o diretor-superintendente do Sebrae/MS, Claudio Mendonça, a iniciativa é mais uma ação para auxiliar o comércio local e promover o desenvolvimento. “Vamos levar conhecimento para que o pequeno empreendedor possa melhorar o seu negócio e também para que quem trabalha no comércio local consiga se qualificar e atender melhor o cliente. Sabemos que isso irá impactar diretamente nas vendas, gerar mais emprego e renda, e promover a transformação de cada município”, ressaltou Mendonça.

A ação permite que a administração pública de cada município Cidade Empreendedora escolha até seis opções de cursos, de acordo com a demanda do comércio local. Para o diretor regional do Senac MS, Vitor Mello, essa possibilidade oportuniza que as capacitações sejam mais aderentes às necessidades do mercado de cada região.

“O município sabe, melhor do que ninguém, as demandas de cada segmento e essa parceria Senac-Sebrae vai preencher possíveis lacunas de mão de obra, melhorando a competitividade, resultando em um melhor desenvolvimento da região”, pontuou o diretor.

Cursos

Na área do Varejo, são oferecidos pela ação, seis cursos que apresentam ao participante estratégias para alavancar as vendas, além de outros dois, voltados para empreendedores e gerentes que querem melhorar a própria gestão do negócio e desenvolver a equipe.

Para o seguimento de Bares e Restaurantes, há quatro capacitações disponibilizadas pela ação. Uma delas é voltada, especificamente, para os garçons com estratégias para encantar o cliente, já os demais cursos envolvem técnicas de manipulação e higienização de alimentos, a utilização das mídias sociais para divulgação de serviços e a elaboração de fichas técnicas e precificação.

Por fim, para a área de Salões de Beleza, no total, serão oferecidas cinco capacitações que apresentam desde o corte básico de cabelo, até técnicas de barbearia, maquiagem e design de sobrancelha. Além disso, elas também levam para os pequenos empreendedores ferramentas para melhorar o negócio, por exemplo, formas de organizar a agenda de clientes e formar preço.

Mais informações sobre o programa Cidade Empreendedora podem ser obtidas por meio do número 0800 570 0800.

A Prefeitura de Dourados, através da Semdes (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social), em parceria com o Sebrae e com a ACED (Associação Comercial e Empresarial de Dourados), realiza nesta terça-feira (21) o Dia do Crédito. A ação é voltada para todo o setor empresarial e será apresentada uma palestra para facilitar nos processos de solicitação de crédito.

A ação faz parte do Cidade Empreendedora. O evento começa amanhã às 8h, na ACED. De acordo com o secretário municipal de Desenvolvimento, Cleriston Recalcatti, para participar do evento é preciso realizar uma inscrição, para que haja o controle dos participantes.

“Dourados tem avançado cada vez mais com a vacinação e isso possibilita que algumas atividades sejam retomadas aos poucos. Com isso, temos buscado alternativas para ajudar o empresário douradense e essa ação faz parte do nosso cronograma, para facilitar que o setor tenha acesso a crédito, para expandir ou investir em seu negócio”, explicou.

Na palestra, o empreendedor poderá ter acesso a diversas soluções financeiras, por exemplo: conta corrente de pessoa jurídica, máquinas de débito e crédito, antecipação de recebíveis (dos valores recebidos no crédito), cartão de crédito ou débito empresarial, crédito para comprar mercadorias, insumos ou matérias-primas, crédito para ampliar o negócio, crédito para comprar veículo e seguros para proteger seu negócio ou sua família.

Serviço: As inscrições podem ser realizadas no whatsapp (67) 3410-5613.