Dourados-MS,

Luciano Flores de Lima, superintendente da PF em Mato Grosso do Sul. - Foto: Foto: Bruno Henrique

A Polícia Federal mira a cúpula do consórcio de contrabandistas de cigarro que age a partir da fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai, despachando carregamentos para todo o país. Ontem, a corporação prendeu nove contrabandistas e apreendeu 11 carretas lotadas na região de Ivinhema, com carga total avaliada em aproximadamente R$ 33 milhões.

Durante coletiva de imprensa na tarde deste sábado, Luciano Flores de Lima, superintendente da PF no Estado, afirmou que a partir desta ação, serão levantadas informações que possam levar ao chefe do esquema. Os motoristas serão interrogados em buscas de dados sobre quem são os donos dos carregamentos. Não é descartada ligação com policiais investigados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual, no âmbito da Operação Oiketicus.

O sistema de consórcio é adotado por contrabandistas a fim de diminuir os custos operacionais com a logística de transporte, e também minimizar prejuízos em casos de apreensão. Tal prática é usada com frequência pelos traficantes, e agora passa a ser adotada também pelos cigarreiros que, segundo a PF, buscam novos meios de se prevalecer.

Conforme apurado, desde que facções passaram a dominar o tráfico de armas e drogas na fronteira com o Paraguai, aliados de Jorge Rafaat Toumani, executado em ação de guerra no ano de 2016, passaram a investir no contrabando de cigarro. Tal medida é refletida no número de apreensões que cresce dia a pós dia em Mato Grosso do Sul.

APREENSÃO

Segundo o superintendente, duas policiais perceberam movimentação estranha de quatro carretas na MS-141, ontem, e acionaram a PF em Naviraí. A via foi fechada e, durante abordagem, foram apreendidas 11 carretas, cada uma carregada com aproximadamente 1 milhão de maços de cigarro contrabandeado. Dois dos motoristas conseguiram fugiram, mas os demais foram presos e encaminhados à Delegacia da PF.

 

Correio do Estado

Carro bateu em uma árvore às margens antes de cair no córrego - Foto: Álvaro Rezende/Correio do Estado

Um homem identificado como Jaime Douglas Rodrigues, de 29 anos, perdeu o controle do veículo que dirigia, capotou e caiu dentro do córrego, na avenida Ricardo Brandão. Ele foi encaminhado à Santa Casa de Campo Grande com fraturas e escoriações pelo corpo.

De acordo com o pai do motorista, que também chama Jaime Douglas, o acidente aconteceu por volta da 1h30 desse domingo (10). “Ele mora aqui do lado, estava voltando para casa. O que sabemos é que ele teria desviado de algum animal, parece que um cachorro atravessou na hora”, comentou.

O pai disse que um homem viu o acidente e foi o primeiro a chegar no local. “Meu filho passou meu número e ele me ligou. Mas como moro em uma chácara, quando cheguei ele já tinha sido levado e só tinham os bombeiros aqui”, completou.

Ainda conforme o pai do motorista, não se sabe se ele teria bebido antes de dirigir. Não há marcas de frenagem no asfalto e o carro bateu em uma árvore antes de cair no córrego.

 

 

Correio do Estado

Vítima tentou correr, mas morreu próximo ao bar - Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado

Homem de 32 anos que não teve a identidade divulgada pela polícia, foi morto com uma facada no peito, na madrugada de hoje, durante briga em bar, localizado na Travessa Cairiri esquina com a Rua Pirapó, no Bairro Jardim São Conrado, em Campo Grande. O suspeito de cometer o crime, um jovem de 23 anos, foi preso com a arma do crime.

De acordo com o delegado Rodrigo Camapum, da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Piratininga, populares acionaram a Polícia Militar, que ao chegar no local, encontrou a vítima caída na rua, sem sinais vitais.

Já o supeito do crime, foi encontrado nesta manhã, na Rua Casuarina no mesmo bairro onde a vítima foi morta. De acordo com a polícia, o autor disse que a vítima teria desferido um tapa em seu rosto e, para se defender, pegou a faca e golpeu o homem no peito. A arma do crime foi encontrada em um quintal, mesmo local onde o suspeito foi preso.

Suspeito tem várias passagens pela polícia, já tendo sido preso por tentativa homicídio no final de 2017. Ele foi encaminhado até a Depac e ficará a disposição da justiça.

 

Correio do Estado

O eletricista Milton Cezar Rocha, 42, foi morto com 29 facadas na noite de ontem (6), no Bairro Lagoa Park, região do São Jorge da Lagoa, em Campo Grande. Matheus Silva Gomes, 19, enteado da vítima, é o principal suspeito e pode ter agido depois de ver seu filho sendo ameaçado.

Conforme apurado enquanto Milton esquentava a janta, a criança de dois anos teria pedido doce ao homem que não gostou e fez menção de atacá-la com uma panela. Matheus não gosotu do que estava acontecendo e acabou se desentendendo com o padrasto. 

A mãe de Matheus, identificada como Rosa, 41 anos, do lar, era casada com Milton e contou à polícia que ela havia saído para ir a mercearia e quando voltou, avistou o filho saindo da casa, com vestígios de sangue e bastante agitado. Mateus disse: “Vou sair e volto daqui dois dias, ou melhor, não volto nunca mais para essa casa”, e fugiu.

Ao entrar em casa Rosa encontrou Milton gravemente ferido no sofá. Foi acionado socorro mas ele não resistiu e morreu no local. A polícia Técnica e a Perícia foram acionadas e o corpo foi encaminhado para o Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol). O delegado plantonista da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) da Vila Piratininga, Rodrigo Camapum, solicitou laudo de necrópsia.

Matheus é casado e trabalhava em um pesqueiro, mas ficou desempregado e foi passar uns dias com a família na casa da mãe, até se estabilizar. Ele iria embora na segunda-feira, pois já havia encontrado outra casa para morar. Testemunhas disseram que o rapaz era trabalhador e não tinha envolvimento com nada errado.  Matheus está foragido, e caso foi registrado na Depac Piratininga.

Ainda segundo a Polícia Civil e relatos de testemunhas, Milton era uma pessoa muito agressiva e já havia feito várias ameaças de morte contra Matheus. Em outra ocasião, parentes do homem também ameaçaram o rapaz. Testemunhas disseram que sempre houve desavenças entre os dois enquanto estavam na casa.

 

 

Correio do Estado

Rogério, Alberto e Rivelino no dia da prisão - Foto: (Foto: Divulgação / BPChoque)

Rivelino Mangelo, de 45 anos, e seu filho Rogério Mangelo, de 19, receberam pena total de 93 anos de prisão pelo assassinato do ex-vereador Cristovão Silveira e a sua esposa, Fátima de Jesus Diniz Silveira, ocorrido em julho de 2017, em Campo Grande.

Em julgamento realizado na 4ª Vara Criminal, Rivelino foi condenado a 48 anos de reclusão, u m ano de detenção e 70 dias-multa pelo crime de latrocínio (por duas vezes), vilipêncio de cadáver e destruição parcial de cadavér. Já Rogério foi condenado a 45 anos de reclusão e 40 dias-multa por latrocínio (por duas vezes). O outro filho de Rivelino, Alberto Mangelo, de 20 anos, denunciado por receptação e favorecimento pessoal, teve o processo desmembrado dos demais e aguarda julgamento em liberdade.

O CRIME

No dia 18 de julho de 2017, no Sítio Bem-te-vi, localizado na saída para Rochedo, Rivelino, que era caseiro do sítio, Rogério e Diego André dos Santos, surpreenderem as vítimas, que foram mortas a golpes de faca e facão, e roubaram uma caminhonete, televisão e pertences das vítimas. 

O crime foi planejado e, em depoimento, Rivelino disse que ele teria sido ameaçado e maltratado pelo patrão, por isso decidiu se vingar.

Após o crime, Rivelino foi para o distrito pedir ajuda, alegando que a chácara tinha sido invadida por ladrões, enquanto que Diogo e Rogério foram para a casa de Alberto, morador em uma fazenda na zona rural de Aquidauana. Diogo não sabia dirigir e pediu apoio a Gabriel, e foram para a fronteira, onde o primeiro acabou morto em confronto com a polícia.

 

Correio do Estado

Droga estava em Tucson com registro de roubo em Goiânia - Foto: Rafael Ribeiro / Correio do Estado

Sete homens que integram uma quadrilha de tráfico de drogas foram presos em flagrante por policiais militares do Batalhão de Choque, na tarde desta quinta-feira (7), na Vila Albuquerque, região sul da Capital, no momento em que se preparavam para fazer o transporte de uma carga de mais uma tonelada de maconha.

Segundo o Choque (tropa de elite da PM), o caso aconteceu por volta das 13h30. Uma denúncia anônima levou ao endereço do galpão usado pelo bando para estoque e embalo das drogas.

O flagrante ocorreu no momento em que os suspeitos partiam rumo a destino ainda não esclarecido em quatro veículos, dois deles carregados com a droga: uma Tucson, com denúncia de roubo em Goiânia (GO), e uma picape. Dois Fiats Unos faziam a 'escolta'.

Com a quadrilha, foram apreendidos uma espingarda calibre .22 e um revólver calibre .38, ambos municiados e com a identificação raspada. Os tabletes da droga estavam marcados com letras que seriam as iniciais dos compradores da maconha. 

Nenhum dos sete detidos teve a identidade revelada. Segundo a PM, dois deles são considerados foragidos, por crimes também não informados. O caso é registrado neste momento na Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), no bairro Tiradentes, região leste de Campo Grande.

 

 

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Preso homem acusado de estuprar a sobrinha por cerca de nove anos - Foto: Diário Corumbaense

Os crimes contra a dignidade sexual, especialmente os estupros, continuam elevados em Mato Grosso do Sul. Estatísticas da Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) já apontam 605 ocorrências de crimes dessa natureza somente neste ano.  Na terça-feira, por exemplo, foram três estupros de repercussão, registrados em Campo Grande, Corumbá e Três Lagoas.

Ainda segundo os levantamentos da secretaria de Segurança, na Capital, de 1º de janeiro deste ano até ontem, são 185 episódios registrados pela polícia. Apesar de uma ligeira queda em relação ao ano passado, os números ainda são considerados expressivos. 

Conforme os mesmos levantamentos policiais, de 1º de janeiro a 6 de junho do ano passado, foram 721 estupros em Mato Grosso do Sul e 228 na Capital. Neste ano, apenas em sua forma tentada, já são 48 ocorrências no Estado e nove em Campo Grande.

 

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