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Dourados-MS,
Agosto_lilás

Com o avanço das tratativas para concretizar a Rota Bioceânica de carga ligando o Brasil – via Porto Murtinho – ao Chile, passando pelo Chaco paraguaio e o Norte da Argentina, representantes dos quatro países decidiram iniciar estudos para se implantar uma rota turística acompanhando o mesmo traçado. 

A decisão saiu durante a VIII Reunião do Grupo de Trabalho do Corredor Rodoviário Bioceânico, que contou com a participação de delegações do Brasil, Chile, Paraguai e Argentina no Hotel DeVille, em Campo Grande, nos dias 21 e 22 de agosto.

O Turismo entrou na pauta de discussões do GT nesta reunião e as articulações já avançaram bastante. Ficou decidido que será feito um mapeamento dos atrativos turísticos existentes ao longo do Corredor, nos quatro países. Também será criada uma marca da Rota Bioceânica a ser utilizada na promoção turística de seus atrativos pelos quatro países. O detalhamento desse tema acontecerá na 9ª Reunião do GT, a ser realizada em Antofagasta (Chile), ainda neste ano.

Detalhes como a documentação dos veículos e motoristas, vacinas obrigatórias, a ausência de postos de combustíveis em alguns trechos, e a necessidade de melhorar a infraestrutura para acolher os turistas foram levantados na reunião e devem integrar um estudo mais aprofundado a respeito. 

Após a cassação da prefeita de Miranda, Marlene Bossay (MDB), e do vice, Adailton Rojo Alves, o Município terá nova eleição no dia 6 de outubro deste ano, para escolher os novos administradores. Data foi definida hoje (22) pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE/MS).

Resolução expedida pelo desembargador Divoncir Schreiner Maran, presidente em exercício do TRE, aprova instruções para a eleição suplementar, o calendário eleitoria e prevê que, já a partir de segunda-feira (26), será permitida a realização de convenções destinadas a deliberar sobre coligações e escolher candidatos aos cargos em disputa.

Marlene de Matos Bossay, Adailton Rojo Alves  e o vereador Ivan Bossay, eleitos em 2016, tiveram seus diplomas cassados logo após o pleito, por decisão do juiz eleitoral Alexsandro Motta, da 15ª Zona Eleitoral, em razão de prática de captação ilícita de sufrágio e de abuso de poder econômico, mediante compra de votos na Aldeia Lalima, de Miranda.

Desde a decisão, a então prefeito veio recorrendo da sentença e, no dia 22 de abril deste ano, o TRE confirmou a cassação do mandato e foram ajuizados, ainda pelos afastados, dois embargos de declaração contra a decisão proferida no recurso eleitoral, tendo o Tribunal rejeitado e considerado meramente protelatórios os embargos de declaração opostos pela segunda vez.

Procuradoria Regional Eleitoral apresentou pedido de providências à execução imediata da decisão de afastamento de Marlene Bossay, Adailton Alves e o vereador Ivan Bossay, que foi expedido na última segunda-feira (19). Foi determinado ainda que o presidente da Câmara Municipal, vereador Edson Moraes de Souza (PDT), assumisse o cargo até a posse dos novos eleitos. 

COMPRA DE VOTOS

Durante a campanha de 2016 o filho da prefeita, Alexandre Bossay, foi flagrado e preso quando entregava cestas básicas na aldeia Lalima, em Miranda. Nas investigações, foram encontrados, ainda, tickets em postos de combustíveis, que teriam sido repassados a eleitores.

O filho da prefeita também é acusado de comprar votos de jovens por meio de depósito bancario.

Essa compra foi comprovada por meio de conversas em aplicativo de mensagens no celular entre o filho da prefeita e o jovem que recebeu o dinheiro. Bossay inclusive enviou foto do comprovante do depósito feito ao rapaz e frisou o nome da mãe e do irmão para serem votados.

(Correio do Estado)

Representante da Assembleia Legislativa no 2º Fórum Permanente de Segurança na Fronteira, realizado nesta quinta-feira (22) em Campo Grande, o deputado estadual Renato Câmara (MDB) cobrou do coordenador-geral de Fronteiras do Ministério da Justiça, Eduardo Maia Bettine, mais investimentos e uma maior participação do governo federal nas ações de segurança e combate à criminalidade na faixa de fronteira de Mato Grosso do Sul. O Estado tem 1.517 quilômetros de fronteira, sendo 1.131 km com o Paraguai e 386 km com a Bolívia.

Bettine participou do fórum como representante oficial de Sérgio Moro. O ex-ministro do presidente Jair Bolsonaro e consultor da ONU (Organização das Nações Unidas), o general Carlos Alberto dos Santos Cruz também esteve no evento promovida pela OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul) e Acicg (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande).

Durante os debates, Renato Câmara destacou ao representante do Ministro da Justiça que o governo federal precisa criar mecanismos legais para compensar os investimentos feitos por Mato Grosso do Sul para garantir a continuidade das ações de vigilância e proteção da área de fronteiriça e para o custeio dos mais de 9 mil detentos oriundos do tráfico de drogas que estão sob a guarda sistema penitenciário do Estado. No ano passado, o governo do Estado precisou desembolsar mais de R$ 132 milhões para bancar essas despesas.

“É preciso uma maior integração entre as esferas federativas para se avançar no combate ao crime fronteiriço. Infelizmente, o Estado tem pago sozinho a conta. O governo federal precisa estar mais presente nas ações estratégicas para ampliar a logística e os recursos tecnológicos necessários para se combater a criminalidade nas fronteiras. Isso só se faz com investimentos. Também se faz necessário uma compensação financeira ao Estado, uma vez que o Fundo Nacional Antidrogas possui recursos provenientes de bens e imóveis retomados pela Justiça e arrecada mais de R$ 300 milhões por ano. Mato Grosso do Sul precisa ter uma maior participação nestes recursos para poder executar uma política mais ampla e eficaz de fortalecimento das forças de segurança do Estado”, disse Renato Câmara.  

O deputado também enfatizou que a integração de dados e recursos humanos é essencial no combate ao crime organizado, destacando a importância do fórum para debater a situação de fronteira e assuntos de interesse da Segurança Pública do Estado, além de promover a integração entre as forças de segurança, sociedade civil e entidades da área, na busca de soluções aos problemas existentes. “Precisamos aprofundar os debates sobre a segurança pública em MS, especialmente na faixa de fronteira. Eventos desta magnitude possibilita a busca por novas perspectivas para a situação local, com foco em soluções, notadamente aquelas relacionadas à inteligência e desenvolvimento da segurança na fronteira”, finalizou Renato Câmara.

NÚMEROS

Até 31 de julho de 2019, a maconha recolhida totalizou 37,9 toneladas. No ano passado, no mesmo período, foram 50,2 toneladas. Já a curva da cocaína é ascendente: cinco toneladas até julho deste ano, contra 2,7 toneladas em igual período de 2018. Conforme a Receita Federal em MS, até julho de 2019 foram apreendidos 31 milhões de maços de cigarros contrabandeados do Paraguai. No ano passado, foram 75 milhões de maços.

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